The politicization of Stock Car by UFMG ecology, coloniality, and resistance in Belo Horizonte

Main Article Content

André Quintão da Silva

Abstract

This study analyzes how the Federal University of Minas Gerais (UFMG) politicized the socio-environmental impacts of the Stock Car in Belo Horizonte, using Instagram as a symbolic battleground. The aim is to understand how the institution articulates decolonial ecology and politicization theories to challenge colonial and environmental hierarchies. The qualitative methodology was based on content analysis and framing of 39 posts published between February and August 2024, cataloged in an Excel spreadsheet. The results reveal a discursive evolution of UFMG: from Type 1. While Type 1 partially reproduces the environmental fracture by prioritizing technical solutions, Types 2 and 3 link the impacts to the coloniality of development, denouncing the historical exploitation of urban spaces. The defense of "animal dignity" and rejection of environmental compensation signal an emerging decolonial perspective. However, the emphasis on economic metrics and the absence of voices beyond the academic community limit epistemic plurality. It is concluded that UFMG emerges as a decolonial actor by articulating institutional memory, scientific rigor, and collective resistance, but its approach oscillates between technical and structural critique. Future studies should integrate community narratives to strengthen the intersection between decolonial ecology and environmental justice in the Global South.

Downloads

Download data is not yet available.

Article Details

Section

PARALELAS

Author Biography

André Quintão da Silva, Universidade Federal de Minas Gerais

André Quintão da Silva é doutorando em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde também obteve seu mestrado na mesma área e graduou-se em Jornalismo. Sua pesquisa acadêmica tem como foco as intersecções entre Comunicação, Esporte e Espaço Urbano, refletindo sobre políticas urbanas, desterritorialização, colonialidade, ecologia decolonial e o princípio do Bem Viver. Integrante do Coletivo Marta (UFMG), atualmente desenvolve estudos sobre os processos de (des)politização do meio ambiente e do esporte em contextos digitais, analisando como narrativas online reconfiguram sentidos e engajamentos socioambientais.

How to Cite

The politicization of Stock Car by UFMG: ecology, coloniality, and resistance in Belo Horizonte. FuLiA/UFMG , Belo Horizonte/MG, Brasil, v. 10, n. 2, p. 171–193, 2025. DOI: 10.35699/2526-4494.2025.v10.58490. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/fulia/article/view/58490. Acesso em: 15 jan. 2026.

References

ACOSTA, Alberto. O bem viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos. Trad.: Tadeu Breda. Cotia/SP: Autonomia Literária, 2016.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Triste horizonte. In: Discurso de primavera e algumas sombras. 2. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1978, p. 11-4.

CUSICANQUI, Silvia. Rivera. Um mundo ch’ixi é possível: ensaios de um presente em crise. Trad. Sue Iamamoto. São Paulo: Editora Elefante, 2024.

FERDINAND, Malcom. Uma ecologia decolonial. Trad.: Leticia Mei. São Paulo: Ubu Editora, 2022.

HAY, Colin. Why we hate politics. Cambridge, UK: Polity Press, 2007.

MAIA, Rousiley; CHOUCAIR, Tariq; SANGLARD, Fernanda. Análise de enquadramentos. In: MAIA, Rousiley. Métodos de pesquisa em comunicação política. Salvador, BA: Edufba, 2023, p. 109-27.

MAIA, Rousiley; HAUBER, Gabriella; PAULA, Júlia Ester de. Análise de Conteúdo. In: MAIA, Rousiley. Métodos de pesquisa em comunicação política. Salvador, BA: Edufba, 2023, p. 39-80.

MALLEN, Cheryl; STEVENS, Julie; ADAMS, Lorne; MCROBERTS, Scott. The Assessment of the Environmental Performance of an International Multi-Sport Event. European Sport Management Quarterly, v. 10, n. 1, p. 97-122, 2010.

MCCULLOUGH, Brian. Advancing sport ecology research on sport and the natural environment. Sport Management Review, v. 26, n. 5, p. 813-33, 2023.

ORLANDINI, Mayara Garcia. Vozes feministas on-line: o processo de politização e despolitização de três mobilizações por hashtag. Tese (Doutorado), Belo Horizonte, UFMG, 2023.

QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. Em: LANDER, E. (Ed.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. São Paulo: CLACSO, 2005, p. 117-39.

TRENDAFILOVA, S.; MCCULLOUGH, Brian. Environmental sustainability scholarship and the efforts of the sport sector: a rapid review of literature. Cogent Social Sciences, v. 4, n. 1, 2018.

VIMIEIRO, A. C.; MAIA, R. C. M. Campanhas cívicas e protestos de torcedores: em análise, a politização do futebol. Esferas, v. 1, n. 10, 7 abr. 2018.

WOOD, M.; FLINDERS, M. Rethinking depoliticisation: beyond the governmental. Policy & Politics, v. 42, n. 2, p. 151-70, 2014.

Sites e Matérias

BELO HORIZONTE. Decreto no 18.632, de 16 de fevereiro de 2024, 16 fev. 2024.

CAMILO, José Vítor. Moradores fecham ruas do Mineirão após PBH iniciar corte de árvores para corrida. O Tempo, 28 fev. 2024.

CAMILO, José Vítor. Árvores ameaçadas foram plantadas em 2013 para compensar reforma do Mineirão. O Tempo, 1º mar. 2024.

IPEAD. GP de Belo Horizonte – Stock Car deve gerar impacto de até R$ 285 milhões na economia de Belo Horizonte. IPEAD, 26 set. 2023.

LEÃO, Luan. Belo Horizonte registra chuva após cinco meses de estiagem. CNN Brasil, 21 set. 2024.

MPF. MPF pede novamente que Justiça suspenda corrida da Stock Car em Belo Horizonte. MPF, 13 ago. 2024.

NINJA. Entenda as consequências sociais e ambientais da instalação da pista de Stock Car em Belo Horizonte. Mídia Ninja, 18 ago. 2024.

STOCK CAR. BH entra na reta final de preparação para a Stock Car. Stock Car, 5 ago. 2025.

UFMG. UFMG estima gastos de R$ 1 milhão para mitigar impactos da Stock Car. UFMG, 19 ago. 2024.

VASCONCELOS, Ana Carolina. Enchentes em BH são consequências de decisões tomadas pelo município, dizem pesquisadores. Brasil de Fato, 1º nov. 2024.