Esther e Tamar

erotismo e transgressão em O ciclo das águas e Manual da paixão solitária, de Moacyr Scliar

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35699/1982-3053.2025.62085

Palavras-chave:

Esther, Tamar, Erotismo

Resumo

Este artigo objetiva analisar duas personagens femininas da obra de Moacyr Scliar que vivenciam desafios e transgressões a fim de experienciar o erotismo: Esther, de O ciclo das águas, e Tamar, de Manual da paixão solitária. Essas mulheres, que estão à margem em seus papéis sociais, são trazidas para o centro da narrativa em atitudes que desafiam tradições e normas para o seu gênero. Sendo Esther uma jovem judia que é enganada e levada à prostituição, e Tamar uma personagem bíblica mencionada no livro de Gênesis, que, a fim de garantir a sua subsistência, arquiteta um plano para engravidar do sogro, ambas transgridem imposições presentes em seus contextos, encontrando protagonismo e experienciando o erotismo, circunstâncias interditas ainda para o feminino em vários âmbitos de nossa sociedade de base judaico-cristã.  

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Biografia do Autor

  • Lunara Abadia Gonçalves Calixto, Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
    Doutora em Estudos Literários pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Pesquisadora do Laboratório de Estudos Judaicos (LEJ), da Universidade Federal de Uberlândia.  

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Publicado

2025-12-30

Como Citar

Esther e Tamar: erotismo e transgressão em O ciclo das águas e Manual da paixão solitária, de Moacyr Scliar. (2025). Arquivo Maaravi: Revista Digital De Estudos Judaicos Da UFMG, 19(37), 105-122. https://doi.org/10.35699/1982-3053.2025.62085