A MODERNIDADE ‘NA’ FILOSOFIA DE DESCARTES

A CRÍTICA DAS FORMAS SUBSTANCIAIS

Autores

Palavras-chave:

Descartes, escolástica, filosofia natural, forma substancial, res extensa

Resumo

O objetivo desse artigo é mostrar como Descartes elaborou sua filosofia
mecanicista. Assim, o primeiro passo para atingir esse objetivo levou Descartes a
criticar e abandonar a noção de ‘forma substancial’, a qual era amplamente empregada
pelos escolásticos para explicar todos os acontecimentos relativos aos seres naturais de
uma maneira qualitativa. Tendo descartado as formas substanciais, o próximo passo era
estabelecer um novo objeto de estudo para a filosofia natural, o qual ele encontrou na
matéria corpórea (res extensa) e suas propriedades geométricas. Dessas modificações
introduzidas por Descartes vai emergir também um novo método de investigar os
fenômenos naturais baseado na medição e precisão matemáticas, mais comprometido
com a ‘epistemologia platônica’ do que com a ‘epistemologia aristotélica’. Nós
concluiremos afirmando que Descartes estava em acordo com muitos de seus
contemporâneos, notavelmente Bacon e Galileu, pensadores que estavam engajados em
combater a filosofia formalista de Aristóteles. Junto com eles, Descartes deu sua
contribuição para a renovação da filosofia ocidental.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

ALLAN, Donald James, The philosophy of Aristotle. Oxford: Oxford University Press,

1970, 2nd. ed.

AQUINO, Santo Tomás de. Commentaria in libros physicorum. Disponível em:

<http://www.corpusthomisticum.org/iopera.html>.

______. Summa theologiae. Disponível em:

<http://www.corpusthomisticum.org/iopera.html>.

ARIEW, Roger. “Descartes and scholasticism: The Intellectual Background to

Descartes’ Thought”. In: COTTINGHAM, John (Ed.). Cambridge Companion to

Descartes. Cambridge: Cambrigde University Press, 1992.

ARISTOTLE. Physics. Disponível em: <http://www.loebclassics.com/view/aristotlephysics/1934/pb_LCL228.109.xml>.

BACON, Francis. Advancement of learning; Novum organum; New atlantis. Chicago:

Encyclopaedia Britannica (Great books of the Western world, 28), 1994, 2. ed.

DAVIES, Brian. The Thought of Tomas Aquinas. Oxford: Claredon, 1992.

DESCARTES, René. Oeuvres de Descartes. (publiées par Charles Adam & Paul

Tannery). Disponível em:

<http://philosophyfaculty.ucsd.edu/faculty/ctolley/texts/descartes.html>.

FORLIN, Enéias. “A metafísica cartesiana e a fundamentação da física moderna”.

Perspectiva filosósica. Vol. 2, No. 34, (jul.-dez., 2010), pp. 81-95.

GALILEU, Galilei. Il saggiatore. Disponível em:

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.do?select_action=&co_

autor=412 .

GAUKROGER, Stephen. Descartes’ system of natural philosophy. New York:

Cambridge University Press, 2002.

GILSON, Étienne. Études sur le rôle de la pensée mediévale dans la formation du

système cartésien. Paris: Librairie Philosophique J. Vrin, 1951.

LEIBNIZ, Gottfried Wilhelm. Metaphysische abhandlung. Hamburg: Verlag von Felix

Meiner, 1962 (Philosophische bibliotek, 260).

JOLLEY, Nicholas. The light of the soul: Theories of ideas in Leibniz, Malebranche

and Descartes. New York: Oxford University Press, 1998.

MOLIÈRE, Jean Baptiste Poquelin. Le malade imaginaire. Disponível em:

<http://www.toutmoliere.net/oeuvres.html>.

TEIXEIRA, William.“Teorias das ideias, inatismo e teoria da percepção em Descartes”.

Cadernos Espinosanos. São Paulo: Grupo de Estudos Espinosanos, N° 35, pp. 487-515,

Jul-Dez. 2016.

Downloads

Publicado

2017-01-01

Como Citar

A MODERNIDADE ‘NA’ FILOSOFIA DE DESCARTES: A CRÍTICA DAS FORMAS SUBSTANCIAIS. Outramargem: revista de Filosofia, Belo Horizonte, Brasil, v. 4, n. 6, p. 218–229, 2017. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/outramargem/article/view/65465. Acesso em: 15 maio. 2026.