Ir al menú de navegación principal Ir al contenido principal Ir al pie de página del sitio

Dossiê

Vol. 4 Núm. 7 (2017): 2º Semestre de 2017

MÉTODO E TOTALIDADE EM GEORG LUKÁCS: DE HISTÓRIA E CONSCIÊNCIA DE CLASSE À ONTOLOGIA DO SER SOCIAL

Enviado
marzo 28, 2026
Publicado
2019-06-03

Resumen

Nosso texto pretende abordar a relação entre a noção de método e a categoria de totalidade na obra de Georg Lukács. Propomos investigar como esta categoria opera na engrenagem argumentativa de História e Consciência de Classe e como ela se transforma e passa a operar na Ontologia do Ser Social. Em História e Consciência de Classe a categoria de totalidade é tomada em dois sentidos metodológicos, a saber: a soma das diversas esferas de vida para compor a ‘totalidade social’ e o processo de identidade entre sujeito e objeto. No Prefácio à Segunda Edição esta categoria sofre severa crítica e, por fim, na Ontologia do Ser Social ela se apresenta de maneira reformulada. O autor indica, no Prefácio, que a formulação inicial em História e Consciência de Classe, na perspectiva da identidade entre sujeito e objeto, apresentava uma preponderância do aspecto lógico em detrimento do aspecto ontológico. Já na Ontologia essa categoria passa a atuar metodologicamente como a articuladora das categorias de teleologia e causalidade para entendermos a categoria trabalho, em sua atividade de “pôr teleológico”, apresentada como “princípio ontológico fundamental”. A totalidade também se faz presente na argumentação da categoria de reprodução social, entendida como um ‘complexo de complexos’. Apresentamos a hipótese de que há semelhança na operação metodológica que a totalidade realiza na engenharia argumentativa luckcsiana, seja como soma das diversas esferas de vida em História e Consciência de Classe seja como articuladora das categorias causalidade e teleologia na composição do “trabalho” ou no entendimento da sociedade como um
complexo de complexos, na Ontologia do Ser Social. Tal hipótese sustenta a perspectiva de leitura a partir da idéia de uma ‘continuidade transformada’ da categoria nas obras em tela.

Referencias

  1. ANDERSON, Perry. Considerações sobre o Marxismo Ocidental - Nas Trilhas do Materialismo Histórico. São Paulo: Boitempo Editorial, 2004.
  2. CHASIN, José. Marx: Estatuto ontológico e resolução metodológica. São Paulo: Boitempo Editorial, 2009.
  3. FEENBERG, Andrew. The Philosophy of Práxis - Marx, Lukács and the Frankfurt Scholl. London - UK: Verso Books, 2014.
  4. HEGEL, G. W. F. Fenomenologia do espírito. Tradução de Paulo Meneses. Petrópolis: Vozes, 2008.
  5. INFRANCA, Antonino. Trabalho, Indivíduo y História: el concepto de trabajo en Lukács. Buenos Aires: Hierramenta, 2005.
  6. JAY, Martin. Marxism and Totality - The Adventures of a Concept from Lukács to Habermas. Cambridge - UK: Polity Press, 1984.
  7. LESSA, Sérgio. Para compreender a ontologia de Lukács. Ijuí-RS: UNIJUÍ, 2007.
  8. LÖWY, Michael. A evolução política de Lukács. Tradução de Heloísa Helena, A Mello, Agostinho Ferreira Martins, Gildo Marçal Brandão. São Paulo: Cortez, 1998.
  9. LUKÁCS, Georg. História e Consciência de Classe: Estudos Sobre a Dialética Marxista. Tradução de Rodnei Nascimento. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2002.
  10. ____________. Geschichte und Klassenbewusstsein. Darmstad: Luchterhand, 1998.
  11. ____________. “Meu caminho para Marx”, In: Carlos Nelson Coutinho. Socialismo e Democratização: Escritos políticos – 1956-1971, Tradução, Carlos Nelson Coutinho e José Paulo Neto, Rio de Janeiro, Editora UFRJ, 2008.
  12. ____________. Para uma ontologia do Ser Social I. Tradução de Carlos Nelson Coutinho, Mario Duayer, Ronaldo Fortes. São Paulo: Boitempo Editorial, 2012.
  13. ____________. Para uma ontologia do Ser Social II. Tradução de Ivo Tonet, Nélio Schneider, Ronaldo Fortes. São Paulo: Boitempo Editorial, 2013.
  14. ____________. Zur Ontologie des gesellschaftlichen Seins (Werke, B. 13-14). Darmstadt: Neuwied, 1986.
  15. ___________. Prolegômenos Para uma Ontologia do Ser Social. Tradução de Lya Luft, Rodnei Nascimento, Ronaldo Fortes e Ester Vaisman. São Paulo: Boitempo Editorial, 2010.
  16. ___________. Pensamento vivido: autobiografia em diálogos. Tradução de Cristina Alberta Franco, Viçosa: Editora UFV: Ad Hominem, 1999.
  17. MARX, Karl. O Capital. Tradução de Jesus Ranieri. São Paulo: Boitempo Editorial, 2003.
  18. _________. Manuscritos Econômico-Filosóficos. Tradução de Jesus Ranieri. São Paulo: Boitempo Editorial, 2004.
  19. MAAR, Wolfgang Leo. A Formação da Teoria em História e Consciência de Classe de Georg Lukács. São Paulo: USP/FFLCH, Tese de Doutorado, 1988.
  20. MÉSZÁROS, Istvan. Para Além do Capital. Tradução, Paulo César Castanheira e Sérgio Lessa. São Paulo: Boitempo Editorial, 2002.
  21. _______________. O conceito de dialética em Lukács. Tradução de Rogério Bettoni, São Paulo: Boitempo Editorial, 2013.
  22. MERLEAU-PONTY, Maurice. As Aventuras da Dialética. Tradução de Carla Berlinder, São Paulo: Editora Martins Fontes, 2006.
  23. NETTO, José Paulo. Georg Lukács. São Paulo: Brasiliense, 1983.
  24. ______________. “Apresentação” In: MÉSZÁROS, Istvan O conceito de dialética em Lukács. Tradução Rogério Bettoni. São Paulo: Boitempo Editorial, 2013.
  25. NOBRE, Marcos. Lukács e os Limites da Reificação: um estudo sobre História e Consciência de Classe. São Paulo: Editora 34, 2001.
  26. OLDRINI, Guido. Lukács e os dilemas da dialética marxista. In: Revista Crítica Marxista. n.26, pp. 50-64, 2008.
  27. _____________. “Em busca das raízes da ontologia (marxista) de Lukács”. In: Para uma ontologia do Ser Social II - Prefácio. Tradução de Ivo Tonet, Nélio Schneider, Ronaldo Fortes. São Paulo: Boitempo Editorial, 2013.
  28. RANIERE, Jesus. “Acerca das chamadas determinações da reflexão” In: Ivana Jinkings e Rodrigo Nobile, István Mészáros e os desafios do tempo histórico. São Paulo: Boitempo Editorial, 2011.
  29. TEIXEIRA, Mariana. Razão e Reificação: um estudo sobre Max Weber em História e Consciência de Classe. Campinas: UNICAMP/IFCH, Dissertação de Mestrado, 2010.
  30. TERTULIAN, N. “Lukács hoje”. In: Maria Orlando Pinassi e Sérgio Lessa. Lukács e a atualidade do marxismo. São Paulo: Boitempo, 2002b.
  31. ______. Georg Lukács e a reconstrução da ontologia na filosofia contemporânea. Conferência proferida no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Ceará. 18p. 1996a.
  32. ______. As metamorfoses da filosofia marxista: a propósito de um texto inédito de Lukács. In: Revista Crítica Marxista, n.13, pp.29-44, 2001.
  33. ______. Uma apresentação à Ontologia do ser social de Lukács. In: Crítica Marxista. n. 3, p. 54-69, 1996b.
  34. VAISMAN, Ester. A obra tardia de Lukács e os revezes de seu itinerário intelectual. In: Trans/Form/Ação n.30 (2), 2007.
  35. ____________. O ‘Jovem’ Lukács: Trágico, Utópico, Romântico?. In: Revista Kriterion, n.112, 2005.

Descargas

Los datos de descarga todavía no están disponibles.