Proposição de uma Matriz Semântica para o Conceito de Elemento Químico
DOI:
https://doi.org/10.28976/1984-2686rbpec2026u321344Palavras-chave:
polissemia, domínio genéticos, sistematização dos significadosResumo
O objetivo do presente artigo é apresentar a estruturação de uma matriz semântica para o conceito de elemento químico, a fim de discutir a heterogeneidade de pensamento sobre este conceito. A matriz semântica é uma ferramenta de sistematização dos significados sobre os conceitos encontrados nas diversas fontes, que caracterizam os seguintes domínios genéticos: sociogenético, ontogenético e microgenético. Para construção da matriz semântica, seguimos, basicamente, duas etapas metodológicas: (1) levantamento de trabalhos acerca do desenvolvimento histórico do conceito em tela, na literatura sobre concepções informais relativas e em sala de aula, em uma turma de ensino médio; (2) análise dos dados a partir da definição, a posteriori, de categorias e temas semânticos a partir de compromissos epistemológicos e ontológicos. Foram definidos sete temas e dezenove categorias diante dos significados atribuídos a elemento químico, identificados nos três domínios explorados. Esses dados sinalizam que concepções semelhantes podem emergir em diferentes domínios genéticos, bem como evidenciam que esse conceito é suficientemente polissêmico para justificar a futura proposição de um perfil conceitual.
Downloads
Referências
Alfonso-Goldfarb, A. M. (2001). Da alquimia à química. Landy Editora.
Amaral, E. M. R., & Mortimer, E. F. (2004). Un perfil conceptual para entropía y espontaneidad: Una caracterización de las formas de falar y hablar en el aula de química. Educación Química, 15(3), 218–233. https://doi.org/10.22201/fq.18708404e.2004.3.66179
Amaral, E. M. R., & Mortimer, E. F. (2001). Uma proposta de perfil conceitual para o conceito de calor. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, 1(3), 5–18.
Bachelard, G. (1978). A filosofia do não. Abril Cultural.
Bachelard, G. (1996). A formação do espírito científico (E. S. Abreu, Trad.). Contraponto.
Baia, F. A. S. P. (2010). Átomos, elementos químicos, planetas e estrelas – Concepções de Mendeleev sobre o mundo microscópico (Dissertação de Mestrado, Universidade de São Paulo, São Paulo). Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP. https://doi.org/10.11606/D.81.2011.tde-31052012-105355
Bakhtin, M. (2011). Estética da criação verbal. WMF Martins Fontes.
Bakhtin, M. M. (1986). Speech genres and other late essays (C. Emerson & M. Holquist, Eds.; V. W. McGee, Trans.). University of Texas Press.
Bezerra, B. H. S. (2018). Abordagem de questões sociocientíficas: Buscando relações entre diferentes modos de pensar e contextos em estudos sobre fármacos e automedicação no ensino de química (Tese de Doutorado, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Pernambuco). Biblioteca Digital de Teses e Dissertações — UFRPE. http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/7779
Boyle, R. (1680). The sceptical chymist or chymico-physical doubts & paradoxes, touching the experiments whereby vulgar Spagyrist’s are wont to endeavour to evince their salt, sulphur and mercury, to be the true principles of things. Kessinger Publishing.
Canal History Brasil. (13 de fevereiro, 2021). Descubra o que é a Pedra Filosofal na Alquimia [Vídeo]. YouTube. https://www.youtube.com/watch?v=j1pSXGu9484
Chi, M. T. H. (1992). Conceptual change within and across ontological categories: Examples from learning and discovery in science. In R. Giere (Ed.), Cognitive models of science: Minnesota studies in the philosophy of science (pp. 129–186). University of Minnesota Press.
Dalri, J. A. (2010). A dimensão axiológica do perfil conceitual [Dissertação de Mestrado]. Universidade de São Paulo.
Dimov, L. F., Pechliye, M. M., & Jesus, R. C. (2016). Caracterização ontológica do conceito de fotossíntese e obstáculos epistemológicos e ontológicos relacionados com o ensino deste conceito. Investigações em Ensino de Ciências, 19(1), 7–28. https://ienci.if.ufrgs.br/index.php/ienci/article/view/92
Diniz Júnior, A. I. (2022). Uma proposta de perfil conceitual para reações químicas (Tese de Doutorado, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, Pernambuco). Biblioteca Digital de Teses e Dissertações — UFRPE. http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/9192
López Valentín, D. M., & Furió Más, C. (2021). El concepto actual de elemento químico: ¿uno o dos significados? Implicaciones en su enseñanza (Segunda parte). Educación Química, 32(1), 32–44. https://doi.org/10.22201/fq.18708404e.2021.1.75259
Mortimer, E., & El-Hani, C. N. (2014). Conceptual Profiles: a theory of teaching and learning scientific concepts. Springer.
Mortimer, E. F. (1995). Conceptual change or conceptual profile change? Science & Education, 4(3), 267–285. https://doi.org/10.1007/BF00486624
Mortimer, E. F., Scott, P., & El-Hani, C. N. (2011). Bases teóricas e epistemológicas da abordagem dos perfis conceituais. Tecné, Episteme y Didaxis: TED, (30), 111–125. https://doi.org/10.17227/ted.num30-1102
Mortimer, E. F., Scott, P., Amaral, E. M. R., & El-Hani, C. N. (2014). Conceptual profiles: Theoretical-methodological bases of research program. In E. F. Mortimer & C. N. El-Hani (Eds.), Conceptual profiles: A theory of teaching and learning scientific concepts (pp. 3–33). Springer.
Nuñez, I. B., Silva, M. G. L., Neves, L. S., & Ramalho, B. L. (25–29 de novembro, 2003). O elemento químico: o que pensam os futuros licenciados em Química. IV Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências (ENPEC), Bauru, São Paulo.
Oki, M. C. M. (2002). O conceito de elemento químico da antiguidade à modernidade. Química Nova na Escola, 25(16), 13–17. http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc16/v16_A06.pdf
Pastana, V. G. S., Tolosa, F. E., & Souza, J. P. I. (10–12 de agosto, 2022). Evolução estrelar: uma sequência didática envolvendo astroquímica no 9° ano do ensino fundamental. 19º Simpósio Brasileiro de Educação Química (SIMPEQUI), Associação Brasileira de Química (ABQ), online.
Pieper, Q. (2018). Uso da linguagem química em uma turma de Ensino Médio de uma escola pública de Pelotas [Trabalho de Conclusão de Curso]. Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, Rio Grande do Sul.
Pedreros, R. I. (2015). Compromisos Ontológicos y epistemológicos en el estudio de situaciones de equilibrio en comunidades culturalmente diferenciadas. Educación Y Ciudad, (21), 7–28. https://doi.org/10.36737/01230425.n21.103
Reis, V. P. G. S. (2018). O perfil conceitual de herança biológica: Investigando dimensões epistemológicas e axiológicas de significação no contexto de ensino médio de Genética (Tese de Doutorado, Universidade Federal da Bahia & Universidade Estadual de Feira de Santana, Salvador, Bahia). Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências (PPGEFHC) - UFBA/UEFS. https://ppgefhc.ufba.br/pt-br/o-perfil-conceitual-de-heranca-biologica-investigando-dimensoes-epistemologicas-e-axiologicas-do
Rodrigues, A. M., & Mattos, C. R. (2007). Reflexões sobre a noção de significado em contexto. Indivisa: Boletín de Estudios e Investigación, 7, 323–331.
Santos, V. S. (2015). Análise da abordagem da história da Ciência nos livros aprovados no Plano Nacional do Livro Didático (PNLD) 2015 a partir do tratamento dado ao conceito de elemento químico [Trabalho de Conclusão de Curso]. Universidade de Brasília.
Santos, J. S., Lima, J. A., Barbosa, L. S., & Gehlen, S. T. (2019). A dimensão axiológica na elaboração de uma rede temática na educação infantil: Contribuições para o ensino de ciências. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, 19, 649–682. https://doi.org/10.28976/1984-2686rbpec2019u649682
Silva, J. R. R. T., Amaral, E. M. R., & Silva, F. C. V. (2021). Estruturação de zonas do perfil conceitual de substância e suas implicações para a compreensão química em sala de aula. Educación Química, 28, 33–38. https://doi.org/10.22201/fq.18708404e.2021.28.77926
Silva, K. N. (2021). Identificação de compromissos epistemológicos para o conceito de elemento químico em estudantes do curso de Química-Licenciatura [Trabalho de Conclusão de Curso]. Universidade Federal de Pernambuco.
Silva, N. S. (2009). Modos de uso e o processo de apropriação do conceito de elemento químico por estudantes do ensino fundamental (Tese de Doutorado, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Minas Gerais). Repositório Institucional da UFMG. https://repositorio.ufmg.br/items/d98e61d0-a5d5-451b-bd56-98190cac48a2
Simões Neto, J. E. (2016). Uma proposta para o perfil conceitual de energia em contextos do ensino da física e da química (Tese de Doutorado, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, Pernambuco). Biblioteca Digital de Teses e Dissertações — UFRPE. http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/8544
Tavares, O. A. P. (2013). Talento de Moseley: desvendando os segredos do átomo. Ciência e Sociedade, 1(1), 45–58. https://revistas.cbpf.br/index.php/CS/article/view/36
Tunes, E., Tolentino, M., Silva, R. R., Souza, E. C. P. de, & Rocha-Filho, R. C. (1988). Ensino de conceitos em Química. IV – Sobre a estrutura elementar da matéria. Química Nova, 12, 199–202. https://quimicanova.sbq.org.br/detalhe_artigo.asp?id=3419
Vairo, A. C., & Rezende Filho, L. A. C. (2013). Perfil conceitual como tema de pesquisa e sua aplicação em conteúdos de Biologia. Ensaio: Pesquisa em Educação em Ciências (Belo Horizonte), 15(1), 193–208. https://doi.org/10.1590/1983-21172013150112
Viggiano, E., & Mattos, C. R. (26 de novembro–02 de dezembro, 2007). É possível definir contextos de uso de zonas de perfil conceitual com um questionário? VI Encontro Nacional de Pesquisa em Ensino de Ciências (ENPEC), Florianópolis, Santa Catarina.
Vidal, B. (1986). História da química (A. F. Marques, Trad.). Edições 70.
Zaterka, L. (2012). As teorias da matéria de Francis Bacon e Robert Boyle: forma, textura e atividade. Scientiae Studia, 10(4), 681–709.
Wertsch, J. V. (1991). Voices of the mind: A sociocultural approach to mediated action. Harvard University Press.
Wertsch, J. V. (1988). Vygotsky y la formación social de la mente. Paidós.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Isaac Bruno Silva Souza, João Roberto Ratis Tenório da Silva

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os autores são responsáveis pela veracidade das informações prestadas e pelo conteúdo dos artigos.
Os autores que publicam neste periódico concordam plenamente com os seguintes termos:
- Os autores atestam que a contribuição é inédita, isto é, não foi publicada em outro periódico, atas de eventos ou equivalente.
- Os autores atestam que não submeteram a contribuição simultaneamente a outro periódico.
- Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à RPBEC o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial neste periódico.
- Os autores atestam que possuem os direitos autorais ou a autorização escrita de uso por parte dos detentores dos direitos autorais de figuras, tabelas, textos amplos etc. que forem incluídos no trabalho.
- Os autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (por exemplo, publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Os autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (por exemplo, em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) após a publicação visando aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
Em caso de identificação de plágio, republicação indevida e submissão simultânea, os autores autorizam a Editoria a tornar público o evento, informando a ocorrência aos editores dos periódicos envolvidos, aos eventuais autores plagiados e às suas instituições de origem.
