Utilização de simulação clínica no ensino sobre terminalidade da vida na Enfermagem

relato de experiência

Palavras-chave: Morte, Luto, Educação em Enfermagem, Educação Superior, Materiais de ensino

Resumo

A morte apresenta-se na vida de todos como parte de um ciclo que é inevitável, desenrolando-se de forma distinta para cada indivíduo. O preparo do profissional da Saúde durante o período de graduação colabora para a orientação dos graduandos frente à situação de morte e luto, minimizando o sentimento de frustração diante da perda. Para isso, o docente pode contar com o auxílio de metodologias ativas, que visam a transportar o discente para situações mais próximas das que serão vividas. Objetiva-se, neste trabalho, relatar a experiência de professores ao abordar o tema morte em pediatria, com alunos do quinto período do curso de graduação em Enfermagem – Bacharelado de um centro universitário de Porto Alegre/RS. Foi possível identificar o despreparo e o medo dos discentes para falar na morte, expondo a necessidade de um trabalho contínuo e projetado para retomar, durante toda a formação, as situações de morte e luto.

Biografia do Autor

Simone Lysakowski, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)

Enfermeira da Organização de Procura de Órgãos (OPO) da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre/RS; professora do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Anhanguera. Mestre em Ensino na Saúde pela UFCSPA; doutoranda do PPG-Pediatria na UFCSPA.

Gisele Elise Menin, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)

Enfermeira; especialista em Pediatria e cuidados intensivos neonatais – Faculdades Pequeno Príncipe/PR; mestre em Ensino da Saúde – UFCSPA/RS.

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Publicado
2019-05-10
Como Citar
LYSAKOWSKI, S.; MENIN, G. E. Utilização de simulação clínica no ensino sobre terminalidade da vida na Enfermagem. Revista Docência do Ensino Superior, v. 9, p. 1-14, 10 maio 2019.
Edição
Seção
Artigos