Inteligência artificial generativa

desafios, limites e perspectivas para o ensino superior no Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35699/2237-5864.2026.58903

Palavras-chave:

inteligência artificial, ensino superior, colonialismo digital, dataficação, plataformização

Resumo

Este artigo analisa de forma crítica os usos da inteligência artificial generativa no ensino superior público brasileiro, explorando seus impactos nos processos pedagógicos, geopolíticos e sociopolíticos, com o objetivo de propor caminhos para sua integração ética e contextualizada. A crescente dependência de tecnologias desenvolvidas por grandes corporações do Norte Global reforça dinâmicas de colonialismo digital e aprofunda a divisão internacional do trabalho, enquanto a dataficação transforma interações humanas em valor comercial. No contexto brasileiro, conclui-se que a incorporação dessas tecnologias nas instituições de ensino superior compromete a soberania acadêmica, ao mesmo tempo em que impõe obstáculos à construção de soluções educacionais enraizadas nas especificidades culturais, regionais e sociais. O estudo fundamenta-se em referenciais críticos da educação, da sociologia e da tecnologia, adotando abordagem qualitativa de cunho analítico-documental, embasada em artigos, relatórios e guias. São discutidos os desafios éticos e epistemológicos da adoção da inteligência artificial generativa na educação superior, as repercussões sobre o trabalho docente, bem como a urgência de políticas públicas que garantam o uso crítico, ético e democrático dessas ferramentas. Conclui-se que a adoção da inteligência artificial deve estar alinhada ao fortalecimento da ciência nacional e à promoção de uma educação comprometida com a justiça social e a autonomia do pensamento.

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Biografia do Autor

  • Nízia Maria Ponte, Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/FIOCRUZ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

    Licenciada em Pedagogia (UFRJ, 2003), Mestre e Doutora em Educação (UNIRIO, 2009 e 2021). Assessora Pedagógica e Coordenadora da Equipe de Formação Docente da Coordenação de Desenvolvimento Educacional e Educação a Distância - CDEAD/ ENSP/Fiocruz. Professora do curso de Pedagogia no Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro - ISERJ/FAETEC.

  • Gabriel Gonzaga Monteiro, Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/FIOCRUZ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

    Licenciado em Ciências Sociais (UNIRIO, 2018) e Mestre em Educação (UNIRIO, 2022). Assessor Pedagógico na ENSP/Fiocruz, integra a equipe de formação docente e o grupo de trabalho em inteligência artificial generativa (CDEAD/ENSP). Atua em Sociologia, Educação, Tecnologia e Políticas Públicas, com experiência em projetos sobre ensino superior, ensino médio, juventude e tecnologia.

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Publicado

02-06-2026

Edição

Seção

Seção especial: IA nos processos de ensino-aprendizagem

Como Citar

PONTE, Nízia Maria; GONZAGA MONTEIRO, Gabriel. Inteligência artificial generativa: desafios, limites e perspectivas para o ensino superior no Brasil. Revista Docência do Ensino Superior, Belo Horizonte, v. 16, p. 1–17, 2026. DOI: 10.35699/2237-5864.2026.58903. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/rdes/article/view/58903. Acesso em: 7 jun. 2026.