Aspectos de interesse e preparo dos enfermeiros de terapia intensiva sobre injúria renal aguda
DOI:
https://doi.org/10.5935/1415-2762.20180064Palavras-chave:
Lesão Renal Aguda, Unidades Hospitalares de Hemodiálise, Enfermagem, Unidades de Terapia Intensiva, Educação ContinuadaResumo
Objetivou-se avaliar os aspectos de interesse e preparo de enfermeiros de terapia intensiva para atuar no cuidado a pacientes com injúria renal aguda. Trata-se de estudo transversal, avaliativo, realizado em sete hospitais públicos, com 136 enfermeiros, sendo avaliados o interesse e o preparo sobre o cuidado a pacientes com injúria renal aguda em terapia intensiva. A análise inferencial foi realizada por meio do teste qui-quadrado. Evidenciouse elevado interesse em aprender sobre a temática (n=125), sobre a gestão das máquinas (n=119) e em participar de curso teórico ou prático (n=126), visto que se sentem despreparados (n=88) e mencionam insegurança (n=111) em cuidar dos pacientes com injúria renal aguda. Não houve treinamento na admissão específico para a hemodiálise (n=136) e somente cinco enfermeiros relataram treinamento oferecido pela instituição. O interesse em aprender sobre a temática é elevado, no entanto, o preparo ainda é incipiente, o que demonstra a necessidade de mais investimentos em ações de capacitação ofertadas pela instituição voltadas para o enfermeiro intensivista que presta cuidado ao paciente com injúria renal aguda.
Downloads
Referências
1. Hoste EA, Bagshaw SM, Bellomo R, Cely CM, Colman R, Cruz DN, et al. Epidemiology of acute kidney injury in critically ill patients: the multinational AKI-EPI study. Intensive Care Med. 2015[citado em 2017 out. 09];41(8):1411-23. Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1007%2Fs00134-015-3934-7
2. Susantitaphong P, Cruz DN, Cerda J, Abulfaraj M, Alqahtani F, Koulouridis I, et al. World Incidence of AKI: a meta-analysis. Clin J Am Soc Nephrol. 2013[citado em 2017 out. 09];8(9):1482-93. Disponível em: http://cjasn.asnjournals.org/content/8/9/1482.full.pdf+html
3. Guedes JR, Silva ES, Carvalho ILN, Oliveira MD. Incidência e fatores predisponentes de insuficiência renal aguda em unidade de terapia intensiva. Cogitare Enferm. 2017[citado em 2017 set. 10];22(2):e49035. Disponível em: http://revistas.ufpr.br/cogitare/article/view/49035
4. Thomé FS, Manfro RC, Barth JHD. Insuficiência renal aguda. In: Menna Barreto SS, Vieira SRR, Pinheiro CTS. Rotinas em terapia intensiva. 3ª ed. Porto Alegue: Artmed; 2001. p.263-74.
5. Nolêto ISC, Modesto AP, Mota TC, Sousa MEC, Carvalho TAB, Cariman SLS. Complicações graves evitáveis pela equipe de enfermagem ao paciente em hemodiálise. Rev Eletr Acervo Saúde. 2017[citado em 2017 ago. 30];9(3):1153-8. Disponível em: http://acervosaud.dominiotemporario.com/doc/24_2017.pdf
6. Ferreira MMC. Alguns factores que influenciam a aprendizagem do estudante de enfermagem. Millenium. 2016[citado em 2017 mar. 06];31(10):150-73. Disponível em: http://www.ipv.pt/millenium/Millenium31/11.pdf
7. Aued GK, Bernardino E, Peres AM, Lacerda MR, Dallaire C, Ribas EM. Clinical competences of nursing assistants: a strategy for people management. Rev Bras Enferm. 2016[citado em 2017 mar. 06];69(1):130-7. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reben/v69n1/en_0034-7167-reben-69-01-0142.pdf
8. Santos FC, Camelo SH. O enfermeiro que atua em unidades de terapia intensiva: perfil e capacitação profissional. Cult Cuid. 2015[citado em 2017 mar. 06];(43):127-40. Disponível em: http://rua.ua.es/dspace/handle/10045/52599
9. Lemos KCR, Lima FM, Nascimento KS, Lira MN. Current scenario of nephrology nursing and Recife metropolitan region. J Res Fundam Care. 2015[citado em 2017 mar. 06];7(2):2349-61. Disponível em: http://www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/view/3757/pdf_1544
10. Nascimento RAM, Assunção MSC, Silva Junior JM, Amendola CP, Carvalho TM, Lima EQ, et al. Nurses' knowledge to identify early acute kidney injury. Rev Esc Enferm USP. 2016[citado em 2017 mar. 06];50(3):399-404. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v50n3/0080-6234-reeusp-50-03-0399.pdf
11. Ministério da Saúde (BR). Agência Nacional de Vigilância Sanitária. RDC nº 11, de 13 de março de 2014. Brasília: Ministério da Saúde; 2014.
12. Kear T, Ulrich B. Patient safety and patient safety culture in nephrology nurse practice settings: issues, solutions, and best practices. Nephrol Nurs J. 2015[citado em 2017 mar. 06];42(2):113-22. Disponível em: https://www.annanurse.org/download/reference/journal/patientSafety2.pdf
13. Tunlind A, Granström J, Engström Å. Nursing care in a high-technological environment: Experiences of critical care nurses. Intensive Crit Care Nurs. 2015[citado em 2017 out. 01];31(2):116-23. Disponível em: http://www.intensivecriticalcarenursing.com/article/S0964-3397(14)00081-0/fulltext
14. Ricci Z, Benelli S, Barbarigo F, Cocozza G, Pettinelli N, Di Luca E, et al. Nursing procedures during continuous renal replacement therapies: a national survey. Heart Lung Vessel. 2015[citado em 2017 set. 23];7(3):224-30. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4593015/pdf/hlv-07-224.pdf
15. Bagherian B, Sabzevari S, Mirzaei T, Ravari A. Effects of technology on nursing care and caring attributes of a sample of Iranian critical care nurses. Intensive Crit Care Nurse. 2017[citado em 2017 out. 10];39:18-27. Disponível em: http://www.intensivecriticalcarenursing.com/article/S0964-3397(16)30102-1/fulltext
16. Oliveira WT, Haddad MCL, Vannuchi MTO, Rodrigues AVD, Pissinati PSC. Capacitação de enfermeiros de um hospital universitário público na gestão de custo. Rev Enferm UFSM. 2014[citado em 2017 mar. 06];4(3):566-74. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/reufsm/article/view/12938
17. Oliveira NB, Silva FVC, Assad LG. Competências do enfermeiro especialista em nefrologia. Rev Enferm UERJ. 2015[citado em 2017 mar. 06];23(3):375-80. Disponível em: http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/enfermagemuerj/article/view/9789
18. Askenazi DJ, Heung M, Connor MJ Jr, Basu RK, Cerdá J, Doi K, et al. Optimal Role of the Nephrologist in the Intensive Care Unit. Blood Purif. 2017[citado em 2017 out. 10];43(1-3):68-77. Disponível em: https://www.karger.com/Article/FullText/452317
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2018 Reme: Revista Mineira de Enfermagem

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.


































