Coordenação do cuidado ao recém-nascido prematuro:

desafios para a atenção primária à saúde

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5935/1415-2762.20190016

Palavras-chave:

Atenção Primária à Saúde, Acesso aos Serviços de Saúde, Recém-Nascido Prematuro, Enfermagem em Saúde Pública

Resumo

Objetivo: analisar como é compreendida a coordenação do cuidado ao recém-nascido prematuro na segunda região de saúde do estado do Rio Grande do Norte (RN). Método: a abordagem da pesquisa é qualitativa e foi realizada com os coordenadores da atenção primária à saúde dos municípios que compreendem a segunda região do estado do RN. Os dados foram coletados a partir de um evento que ocorreu na 2ª Unidade Regional de Saúde Pública em outubro de 2016. O roteiro foi submetido a pré-teste para validá-lo e a coleta de dados realizada posteriormente ao evento. A amostragem por conveniência obteve sete partícipes, oriundos de quatro municípios da região. O instrumento de pesquisa utilizado para a coleta de dados foi a entrevista, e para a técnica de análise de dados a análise temática de conteúdo. Resultados: evidenciaram três categorias empíricas, quais sejam: o retorno ao território da Estratégia de Saúde da Família; o processo de trabalho na Estratégia de Saúde da Família; e a gestão municipal de saúde. Discussão: a primeira categoria expressa a condição da equipe frente ao retorno do recém-nascido prematuro ao território a partir da descrição de ações, da necessidade de apoio matricial e da fragilidade na articulação nos diferentes níveis e locais de prestação de serviços; a segunda categoria descreve o processo de trabalho na estratégia de saúde da família e o recém-nascido com as dificuldades no manejo continuado, a invasão dos territórios, a cultura do encaminhamento, a responsabilidade sanitária centrada no enfermeiro e os significados do trabalho para a população; e, finalmente, a terceira categoria demonstra as implicações para a gestão municipal de saúde.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

1. Botêlho SM, Boery RNSO, Vilela ABA, Santos WSS, Pinto LS, Ribeiro VM, et al. O cuidar materno diante do filho prematuro: um estudo das representações sociais. Rev Esc Enferm USP. 2012[citado em 2016 mar. 12];46(4):929-34. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-62342012000400021&lng=pt&nrm=iso

2. Melo AMC, Kassar SB, Lira PIC, Coutinho SB, Eickmann SH, Lima MC. Characteristics and factors associated with health care in children younger than 1 year with very low birth weight. J Pediatr. (Rio J.). 2013[citado em 2016 fev. 15];89(1):75-82. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0021-75572013000100012&script=sci_arttext&tlng=en

3. Rover MMS, Vieira CS, Silveira RC, Guimarães ATB, Grassiolli S. Fatores de risco associados à falha de crescimento no seguimento de recém-nascidos de muito baixo peso. J Pediatr. (Rio J.). 2016[citado em 2016 jul. 30]; 92(3):307-13. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0021-75572013000100012&script=sci_arttext&tlng=en

4. Carneiro VB, Bastos MSCB, Oliveira PTR, Alvarenga EC. Avaliação da mortalidade e internações por condição sensível à atenção primária em menores de 5 anos, antes e durante o Programa mais Médicos, no Marajó-Pará-Brasil. Saúde em Redes. 2016[citado em 2017 jul. 15];2(4):360-71. Disponível em: http://revista.redeunida.org.br/ojs/index.php/rede-unida/article/view/778

5. Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde; 2012.

6. Starfield B. Atenção primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. Brasília: Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, Ministério da Saúde; 2002.

7. Schmidt KT, Bessa JB, Rodrigues BC, Arenas MM, Corrêa DAM, Higarashi IH. Recém-nascidos prematuros e a alta hospitalar: uma revisão integrativa sobre a atuação da Enfermagem. Rev RENE. 2011[citado em 2016 fev. 15];12(4):849-58. Disponível em: www.revistarene.ufc.br/index.php/revista/article/view/316/pdf

8. Rio Grande do Norte (BR). Secretaria da Saúde Pública. Informes técnicos. 2013[citado em 2016 jun. 10]. Disponível em: http://www.saude.rn.gov.br/

9. Bardin L. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70; 2016.

10. Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica. Instrumento de Avaliação Externa da Saúde mais perto de você: acesso e qualidade. Brasília: Ministério da Saúde ; 2016[citado em 2016 nov. 15]. Disponível em: http://189.28.128.100/dab/docs/publicacoes/geral/instrumento_coleta_avaliacao_externa.pdf

11. Gubert FA, Santos DAS, Pinheiro MTM, Brito LLMS, Pinheiro SRCS, Martins MC. Protocolo de Enfermagem para Consulta de Puericultura. Rev RENE. 2015[citado em 2016 nov. 07];16(1):81-9. Disponível em: http://www.periodicos.ufc.br/index.php/rene/article/viewFile/2666/2051

1 2.. Silva RM, Andrade LOM. Coordenação dos cuidados em saúde no Brasil: o desafio federal de fortalecer a atenção primária à saúde. Physis (Rio J.). 2014[citado em 2017 jul. 15]; 24(4):1207-28. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/physis/v24n4/0103-7331-physis-24-04-01207.pdf

13. Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Atenção à Saúde. Núcleo de apoio a saúde da família: ferramentas para a gestão e para o trabalho cotidiano. Brasília: Ministério da Saúde ; 2014[citado em 2016 nov. 01]. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/nucleo_apoio_saude_familia_cab39.pdf

14 .Costa JP, Jorge MSB, Vasconcelos MGF, Paula ML, Bezerra IC. Resolubilidade do cuidado na atenção primária: articulação multiprofissional e rede de serviços. Saúde Debate. 2014[citado em 2016 nov. 01];38(103):733-43. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/sdeb/v38n103/0103-1104-sdeb-38-103-0733.pdf

15. Bousquat A, Giovanella L, Campos EMS, Almeida PF, Martins CL, Mota PHS, et al. Atenção primária à saúde e coordenação do cuidado nas regiões de saúde: perspectiva de gestores e usuários. Ciênc Saúde Colet. 2017[citado em 2017 jul. 15];22(4):1141-54. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/csc/v22n4/1413-8123-csc-22-04-1141.pdf

16. Tesser CD, Norman AH. Repensando o acesso ao cuidado na estratégia saúde da família. Saúde Soc. 2014[citado em 2017 jul. 15];23(3):869-83. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/sausoc/article/viewFile/88572/91459

17. Ministério da Saúde (BR). Protocolos de encaminhamento da atenção básica para a atenção especializada: endocrinologia e nefrologia. Brasília: Ministério da Saúde ; 2015[citado em 2016 nov. 03]. Disponível em: http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/protocolos_atencao_basica_atencao_especializada.pdf

18. Pessoa Júnior JM, Silva FS, Miranda FAN, Simpson CA. Reflexões sobre o cuidado de Enfermagem e a interface na vigilância sanitária. Rev Enferm UFPE on line. 2014[citado em 2016 nov. 15];8(1):172-6. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/viewFile/9621/9606

19. Carlini AL. Judicialização de saúde no Brasil: causas e possibilidades de solução [tese]. São Paulo: Universidade Presbiteriana Mackenzie; 2012[citado em 2016 nov. 05]. Disponível em: http://www6.ensp.fiocruz.br/visa/?q=node/6329

20. Sophia DC, Teixeira LA. Ciência, política e reforma sanitária nas páginas da revista Saúde em Debate (1970-1980). Saúde debate. 2014[citado em 2016 nov. 05];38(102): 412-5. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-11042014000300416&script=sci_abstract&tlng=pt

21. Guerra HS, Hirayama AB, Silva AKC, Oliveira BJS, Oliveira JFJ. Análise das ações da rede cegonha no cenário brasileiro. Iniciação Científica CESUMAR. 2016[citado em 2017 jul. 15];18(1):73-80. Disponível em: http://periodicos.unicesumar.edu.br/index.php/iccesumar/article/view/4897

22. Ministério da Saúde (BR). Curso de Autoaprendizado Redes de Atenção àSaúde no Sistema Único de Saúde. Brasília: Ministério da Saúde . 2012[citado em 2016 nov. 05]. Disponível em: http://www.redehumanizasus.net/sites/default/files/ras_curso_completo_1.pdf

23. Peres C, Silva RF, Barba PCSD. Desafios e potencialidades do processode educação permanente em saúde. Trab Educ Saúde. 2016[citado em 2017 jul. 15];14(3):783-801. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/tes/v14n3/1981-7746-tes-1981-7746-sol00016.pdf

24. Sousa MF, Franco MS, Mendonça AVM, organizadores. Saúde da família nos municípios brasileiros: os reflexos dos 20 anos no espelho do futuro. Campinas: Saberes Editora; 2014.

25. Peiter CC, Lanzoni GMM, Oliveira WF. Regulação em saúde e promoção da equidade: o sistema nacional de regulação e o acesso à assistência em um município de grande porte. Saúde Debate. 2016[citado em 2017 jul. 15];40:63-72. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/sdeb/v40n111/0103-1104-sdeb-40-111-0063.pdf

Publicado

13-02-2019

Edição

Seção

Pesquisa

Como Citar

1.
Coordenação do cuidado ao recém-nascido prematuro:: desafios para a atenção primária à saúde. REME Rev Min Enferm. [Internet]. 13º de fevereiro de 2019 [citado 1º de abril de 2026];23. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/49796

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)