Concepções de gestores de serviços de saúde sobre a rede de atenção psicossocial a usuários de crack

Autores

  • Marcio Wagner Camatta Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Programa de Pós Graduação, Escola de Enfermagem, Porto Alegre RS , Brasil, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, Programa de Pós Graduação, Escola de Enfermagem. Porto Alegre, RS - Brasil http://orcid.org/0000-0002-4067-526X
  • Débora Schlotefeldt Siniak Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Programa de Pós Graduação, Escola de Enfermagem, Porto Alegre RS , Brasil, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, Programa de Pós Graduação, Escola de Enfermagem. Porto Alegre, RS - Brasil http://orcid.org/0000-0002-7689-6953
  • Jacó Fernando Schneider Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Programa de Pós Graduação, Escola de Enfermagem, Porto Alegre RS , Brasil, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, Programa de Pós Graduação, Escola de Enfermagem. Porto Alegre, RS - Brasil http://orcid.org/0000-0002-0151-3612
  • Leandro Barbosa de Pinho Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Programa de Pós Graduação, Escola de Enfermagem, Porto Alegre RS , Brasil, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, Programa de Pós Graduação, Escola de Enfermagem. Porto Alegre, RS - Brasil http://orcid.org/0000-0003-1434-3058
  • Adriane Domingues Eslabão Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Programa de Pós Graduação, Escola de Enfermagem, Porto Alegre RS , Brasil, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, Programa de Pós Graduação, Escola de Enfermagem. Porto Alegre, RS - Brasil http://orcid.org/0000-0003-1262-6521
  • Danilo Bertasso Ribeiro Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Programa de Pós Graduação, Escola de Enfermagem, Porto Alegre RS , Brasil, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, Programa de Pós Graduação, Escola de Enfermagem. Porto Alegre, RS - Brasil http://orcid.org/0000-0003-0818-6797

DOI:

https://doi.org/10.35699/2316-9389.2020.49958

Palavras-chave:

Saúde Mental, Reforma dos Serviços de Saúde, Usuários de Drogas, Assistência Integral à Saúde, Serviços de Saúde

Resumo

Objetivo: o objetivo deste estudo foi conhecer a concepção de gestores de serviços de saúde sobre a rede de atenção psicossocial a usuários de crack. Métodos: pesquisa qualitativa, do tipo avaliativa, com a utilização do referencial da Avaliação de Quarta Geração. Foi realizada em um Centro de Atenção Psicossocial álcool e outras Drogas de um município do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. A coleta de dados ocorreu entre janeiro e maio de 2013, a partir de entrevistas orientadas pela utilização do círculo hermenêuticodialético. Resultados e Discussões: os gestores revelam uma concepção de rede intersetorial, reconhecendo os serviços da rede de atenção psicossocial e a articulação entre eles. Além disso, entendem a importância da parceria com dispositivos oriundos de outros setores da sociedade. Conclusões: os gestores do município têm se empenhado em constituir uma política de saúde mental centrada no usuário, com articulação intersetorial, defendendo os princípios da reforma psiquiátrica e da atenção psicossocial.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Basaglia F. A instituição negada. 3a. ed. Rio de Janeiro: Graal; 2001.

Munich RL, Lang E. The boundaries of psychiatric rehabilitation. Hosp Comm Psychiatr. 1993[citado em 2018 ago. 28];44(7):661-5.Disponível em: https://ps.psychiatryonline.org/doi/abs/10.1176/ps.44.7.661?journalCode=ps

Saraceno B. Libertando identidades da reabilitação psicossocial a cidadania. 2ª ed. Rio de Janeiro: Te corá; 2001.

Hensley MA. Patient-Centered care and psychiatric rehabilitation: what's the connection? Psychiatr Rehabil J. 2014[citado em 2019 jan. 10];18(2):60-6. Disponível em: http://www.psychosocial.com/IJPR_17/Patient_Centered_Care_Hensley.html

Büchele F, Laurindo DLP, Borges VF, Coelho, EBS. A interface da saúde mental a atenção básica. Cogitare Enferm. 2006[citado em 2018 nov. 28];11(3):226- 33. Disponível em: https://www.redalyc.org/pdf/4836/483648988006.pdf

Câmara dos Deputados (BR). Decreto nº 7179, de 20 de maio de 2010. Dispõe sobre o plano integrado de enfrentamento ao crack e outras drogas, cria o comitê gestor e dá outras providências. Brasília: CGDI; 2010[citado em 2018 nov. 19]. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2010/decreto-7179-20-maio-2010-606392-normaatualizada-pe.html

Ministério da Saúde (BR). Portaria nº 3.088, de 24 de dezembro de 2011. Institui a Rede de Atenção Psicossocial para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde. Brasília: MS; 2011[citado em 2018 dec. 20]. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt3088_23_ 12_2011_rep.html

Mendes EV. A modelagem das redes de atenção à saúde. Belo Horizonte: Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais; 2007[citado em 2018 jul. 28]. Disponível em: http://www.saude.sc.gov.br/index.php/informacoes-geraisdocumentos/conferencias/14-conferencia-nacional-de-saude-e-municipais/ material-de-apoio/4507-modelagem-das-redes-de-atencao-a-saude/file

Guba E, Lincoln Y. Fourth Generation Evaluation. Newbury Park: Sage; 1989.

Kolb SM. Grounded theory and the constant comparative method: valid research strategies for educators. J Emerg Trends Educ Res Policy Stud JETERAPS. 2012[citado em 2019 fev. 24];3(1):83-6. Disponível em: http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.301.9451&rep=rep1&ty pe=pdf

Conselho Nacional de Saúde (BR). Relatório Final da IV Conferência Nacional de Saúde Mental Intersetorial. Brasília: Ministério da Saúde; 2010[citado em 2019 jan. 24]. Disponível em: http://conselho.saude.gov.br/biblioteca/relatorios/relatorio_final_ivcnsmi_cns.pdf

Schneider JF, Roos CM, Olschowsky A, Pinho LB, Camatta MW, Wetzel C. Care for drug users in the perspective of Family Health Professionals. Texto Contexto Enferm. 2013[citado em 2019 abr. 10];22(3):654-61. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/tce/v22n3/en_v22n3a11.pdf

Comerlatto D, Matiello A, Colliselli L, Renk EC, Kleba ME. Gestão de políticas públicas e intersetorialidade: diálogo e construções essenciais para os conselhos municipais. Rev Katálysis. 2007[citado em 2018 nov. 30];10(2):265- 71. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rk/v10n2/a15v10n2.pdf

Reinaldo AMS. Sofrimento mental e agências religiosas como rede social de apoio: subsídios para a Enfermagem. Esc Anna Nery Rev Enferm. 2012[citado em 2019 jan. 08];16(3):536-43. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ean/v16n3/16.pdf

Salles MM, Barros S. Inclusão social de pessoas com transtornos mentais: a construção de redes sociais na vida cotidiana. Ciênc Saúde Colet. 2013[citado em 2018 jan. 18];(7):2129-38. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ean/v16n3/16.pdf

Paes LG, Schimith MD, Barbosa TM, Righi LB. Rede de atenção em saúde mental na perspectiva dos coordenadores de Serviços de saúde. Trab Educ Saúde. 2013[citado em 2018 nov. 12];11(2):395-409. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/tes/v11n2/a08v11n2.pdf

Publicado

08-06-2020

Como Citar

1.
Camatta MW, Siniak DS, Schneider JF, Pinho LB de, Eslabão AD, Ribeiro DB. Concepções de gestores de serviços de saúde sobre a rede de atenção psicossocial a usuários de crack. REME Rev Min Enferm. [Internet]. 8º de junho de 2020 [citado 26º de maio de 2024];24(1). Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/49958

Edição

Seção

Pesquisa

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)

Artigos Semelhantes

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.