Acolhimento com classificação de risco na atenção primária:

percepção dos profissionais de enfermagem

Autores

  • Paloma Morais Silva Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Escola de Enfermagem – EE, Curso de Enfermagem. Belo Horizonte, MG – Brasil. Aluna do 9° período.
  • Kelly Pereira Barros Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Escola de Enfermagem – EE, Curso de Enfermagem. Belo Horizonte, MG – Brasil. Aluna do 9° período.
  • Heloísa de Carvalho Torres Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Escola de Enfermagem – EE, Belo Horizonte, MG – Brasil. Enfermeira, Professora adjunta.

DOI:

https://doi.org/10.5935/2316-9389.2012.v16.50307

Palavras-chave:

Capacitação, Acolhimento, Classificação, Enfermagem, Atenção Primária à Saúde

Resumo

Trata-se de estudo descritivo-exploratório, com abordagem qualitativa, realizado em uma Unidade Básica de Saúde, cujo objetivo foi analisar a percepção dos enfermeiros em relação à classificação de risco na Atenção Primária à Saúde em Belo Horizonte-MG. Foram realizadas oficinas com os enfermeiros da unidade abordando temas inerentes ao acolhimento e à classificação de risco e posteriormente entrevistas com roteiro semiestruturado. Os dados foram analisados pela técnica de Análise de Conteúdo, possibilitando a identificação de três categorias empíricas: Capacitação dos profissionais de saúde sobre classificação de risco; A implantação da classificação de risco na atenção primária; Desafios para a implantação da classificação de risco na atenção primária. Verificou-se que os enfermeiros reconhecem a classificação de risco como uma ferramenta para sistematizar o atendimento, permitindo a avaliação dos usuários de acordo com o agravo à saúde, não levando em consideração a ordem de chegada na unidade de saúde. Apontaram que serão encontrados facilitadores e dificultadores para a implantação da classificação de risco. Concluiu-se que a proposta de trabalhar com o tema classificação de risco no acolhimento na atenção primária por meio de oficinas educativas favoreceu a troca de conhecimentos entre os profissionais de enfermagem, além de contribuir para atualização, conscientização e motivação dos profissionais para o atendimento. A modalidade de oficina foi considerada uma estratégia pedagógica, de fácil compreensão, interativa, lúdica e motivadora pelas equipes de enfermagem.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

1. Ministerio da Saude (BR). HumanizaSUS: acolhimento com avaliacao e classificacao de risco: um paradigma etico-estetico

no fazer em saúde. Brasília: Ministério da Saude; 2004.

2. Ministério da Saude (BR). Secretaria de Atencao a Saude. Acolhimento e Classificação de risco nos serviços de urgencia. Brasilia: Ministerio da Saude; 2009.

3. Secretaria de Estado de Saude de Minas Gerais (BR). Programas e Acoes de governo. Redes Regionais de Atencao as Urgencias

e Emergencias. [Citado em 2011 set. 30]. Disponivel em: <http://www.saude.mg.gov.br/politicas_de_saude/redes-regionais-de-atencao-asurgencias-e-emergencias>.

4. Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais. Parecer Tecnico No10, de 22 de fevereiro de 2007. Dispoe sobre a participacao do

enfermeiro na triagem de pacientes sem a presenca de medicos especialistas. Belo Horizonte (MG): Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais; 2007.

5. Souza CC, Tadeu LFR, Chianca TCM. Classificacao de risco em pronto-socorro: concordancia entre um protocolo institucional Brasileiro e Manchester. Rev Latinoam Enferm. 2011 jan-fev; 19(1): 26-33.

6. Torres HC, Hortale VA, Schall V. Experiencia de jogos em grupos operativos na educacao em saude para diabeticos. Cad Saude Publica. 2003 jul-ago; 19(4): 1039-47.

7. Torres HC, Monteiro MRP. Educacao em saude sobre doencas cronicas nao-transmissiveis no programa de saude da familia de Belo Horizonte - MG. REME- Rev Min Enferm. 2006 out-dez; 10(4): 402-6.

8. Freire P. Pedagogia da Autonomia: saberes necessarios a pratica educativa. Sao Paulo: Paz e Terra; 1996.

9. Bardin L. Analise de conteudo. 4a ed. Lisboa: Edicoes 70; 2009.

10. Ministerio da Saude (BR). Conselho Nacional de Saude, Comissao Nacional de Etica em Pesquisa. Resolucao No 196 de 10 de outubro de 1996: diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisa envolvendo seres humanos. Brasilia: Ministerio da Saude; 1996.

11. Teixeira RR. O acolhimento num servico de saude entendido como uma rede de conversacoes. In: Pinheiro R, Mattos RA. Construcao da integralidade: cotidiano, saberes e praticas em saude. Rio de Janeiro: Instituto de Medicina Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro/ABRASCO; 2003. p. 49-61.

12. Torres HC, Aburachid DFF, Soares SM. Oficinas de educacao em saude: uma estrategia no controle do diabetes mellitus tipo II no programa de saude da familia em Belo Horizonte/Brasil. Diabetes Clinica. 2007; 11(2): 177-81.

13. Torres HC, Lelis RB. Oficinas de formacao de profissionais da equipe saude da familia para a gestao do acolhimento com classificacao de risco. Cienc Enferm. 2010; XVI (2): 107-13.

14. Gadotti M. Perspectiva Atuais da Educacao. Perspectiva. 2000 abr-jun; 14(2): 12.

15. Ribeiro ECO, Motta JIJ. Educacao Permanente como estrategia na reorganizacao dos servicos de saude. Universidade Federal da Bahia – Instituto de Saude Coletiva – Secretaria executiva da Rede IDA; Brasil.

16. Cecim RB, Feuerwerker LCM. O Quadrilatero da formacao para a area da saude: ensino, gestao, atencao e controle social. Physis. 2004; 14(1): 41- 65.

17. Albuquerque VS, Gomes AP, Rezende CHA, Sampaio MX, Dias OV, Lugarinho RM. A integracao ensino-servico no contexto dos processos de mudanca na formacao superior dos profissionais da saude. Rev Bras Educ Med. 2008; 32 (3): 356–62.

18.Montanha D, Peduzzi M. Educacao permanenteemenfermagem:levantamento de necessidades e resultados esperados segundoaconcepcao dos trabalhadores. Rev Esc Enferm USP. 2010; 44(3): 597-604.

19. Tesser CD, Neto PP, Campos GWS. Acolhimento e (des)medicalizacao social: um desafio para as equipes de saude da familia. Cienc Saude Coletiva. 2010; 15(3).

20. Franco TB, Bueno WS, Merhy EE. O acolhimento e os processos de trabalho em saude: o caso de Betim (MG). In: Merhy EE, Magalhaes Jr. HM, Rimoli J, Franco TB, Bueno WS, organizadores. O trabalho em saude: olhando e experienciando o SUS no cotidiano. Sao Paulo: Editora Hucitec; 2003. p. 37-54.

21.TakemotoMLS, SilvaEM. Acolhimento e transformacoes no processo de trabalho de enfermagememunidades basicas de saude de Campinas, Sao Paulo, Brasil. Cad Saude Publica. 2007 fev; 23(2): 331-40.

22. Hospital Universitario Clemente de Faria. Relatorio de atividades do Programa de Educacao Permanente e Continuada – PEPEC: periodo abril/08 a setembro/08. Montes Claros: Hospital Universitario Clemente de Faria; 2008.

23. Albuquerque PC, Stotz EN. A educacao popular na atencao basica a saude no municipio: em busca da integralidade. Interface Comunic Saude Educ. 2004 mar-ago; 8(15): 259-74.

Downloads

Publicado

01-06-2012

Edição

Seção

Pesquisa

Como Citar

1.
Silva PM, Barros KP, Torres H de C. Acolhimento com classificação de risco na atenção primária:: percepção dos profissionais de enfermagem. REME Rev Min Enferm. [Internet]. 1º de junho de 2012 [citado 23º de julho de 2026];16(2). Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/50307

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)