Estratégias de enfrentamento vivenciadas por mulheres com diagnóstico de câncer de mama em uso de tamoxifeno

Autores

  • Franciele Marabotti Costa Leite Universidade Federal do Espírito Santo - UFES, Centro de Ciências da Saúde, Departamento de Enfermagem. Vitória, ES - Brasil.
  • Maria Helena Costa Amorim Universidade Federal do Espírito Santo - UFES, Centro de Ciências da Saúde, Departamento de Enfermagem. Vitória, ES - Brasil.
  • Denise Silveira de Castro Universidade Federal do Espírito Santo - UFES, Centro de Ciências da Saúde, Departamento de Enfermagem. Vitória, ES - Brasil.
  • Esdras Guerreiro Vasconcellos Universidade de São Paulo - USP. São Paulo, SP - Brasil.
  • Cândida Caniçali Primo Universidade Federal do Espírito Santo - UFES, Centro de Ciências da Saúde, Departamento de Enfermagem. Vitória, ES - Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.5935/2316-9389.2011.v15.50373

Palavras-chave:

Neoplasias da Mama, Adaptação Psicológica

Resumo

A neoplasia mamária gera na mulher esforços cognitivos e comportamentais cujo objetivo é desencadear estratégias de enfrentamento a fim de lidar com as demandas internas e externas. Por ser um processo dinâmico e exigir respostas em cada fase da doença, torna-se fundamental que a mulher adquira habilidades de enfrentamento para lidar com o contexto estressante da doença. Nesse sentido, o objetivo com este estudo foi identificar as estratégias de enfrentamento vivenciadas por mulheres com diagnóstico de câncer de mama em uso de tamoxifeno. Trata-se de estudo descritivo, transversal, quantitativo. A amostra constituiu-se de 270 mulheres, atendidas no ambulatório do Hospital Santa Rita de Cássia, Vitória-ES, no período de maio a setembro de 2008. Para a coleta dos dados foi utilizada a escala "Modos de Enfrentamento de Problema". As mulheres vivenciam as estratégias de enfrentamento com foco no problema, religião, suporte social e emoção, entretanto, quando são comparadas, verifica-se que o enfrentamento com foco no problema é o mais utilizado (p<0,05). As mulheres apresentam maior aproximação e aceitação do problema, uma vez que possuem uma postura de apego à vida e buscam a saúde. Daí conhecer e aproximar-se do agente estressor facilita o planejamento para o seu enfrentamento

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

1. Fonseca LAM. A evolução das doenças neoplásicas. In: Monteiro CA, organizador. Velhos e novos males da saúde no Brasil. São Paulo: Hucitec/NUPENS-USP; 1995. p. 268-78.

2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde, Instituto Nacional de Câncer, Coordenação de Prevenção e Vigilância de Câncer. Estimativas 2008: Incidência de Câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA; 2007.

3. Melo EM, Araújo TL, Oliveira TC, Almeida DT. Mulher mastectomizada em tratamento quimioterápico: um estudo dos comportamentos na perspectiva do modelo adaptativo de Roy. Rev Bras Cancerol. 2002; 48(1):21-8.

4. Trentini M, Silva SHS, Valle ML, Hammerschmidt KSA. Enfrentamento situações adversas e favoráveis por pessoas idosas em condições crônicas de saúde. Rev Latino-am Enfermagem. 2005 Jan-Fev;13(1):38-45.

5. Zakir NS. Mecanismos de coping. In: Lipp MN. Mecanismos neuropsicofisiológicos do stress: teoria e aplicações clínica. São Paulo: Casa do Psicólogo; 2003.

6. Folkman S, Lazarus R. Estresse, appraisal, and coping. Nova York: Springer; 1984.

7. Gimenes MGG, Fávero MH, organizadores. A mulher e o câncer. São Paulo: Pleno; 2000.

8. Oliveira Vilmar Marques de, Aldrighi José Mendes, Rinaldi José Francisco. Quimioprevenção do câncer de mama. Rev Assoc Med Bras. 2006; 52(6):453-9.

9. Fisher B, Powles TJ, Pritchard KJ. Tamoxifen for the prevention of breast cancer. Eur J Câncer. 2000; 36:142-50.

10. EBCTCG Early Breast Cancer Trialists’ Collaborative Group. Systemic treatment of early breast cancer by hormonal, cytotoxic, or immune therapy. 133 randomised trials involving 31,000 recurrences and 24,000 deaths among 75,000 women.Lancet. 1992; 339:1-15.

11. Osborne CK. Tamoxifen in the treatment of breast cancer. N Engl J Med. 1998; 339:1609-18.

12. Seidl EMF, Trocolli BT, Zannon CMLC. Análise Fatorial de uma Medida de Estratégias de Enfrentamento. Psic Teor e Pesq. 2001 SetDez;17(3):225-34.

13. Seidl EMF. Enfrentamento, aspectos clínicos e sociodemográficos de pessoas vivendo com HIV/Aids. Psicol Estud. 2005 Set-Dez; 10(3). [Citado 2008 Abr 22]. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/pe/v10n3/v10n3a09.pdf>.

14. Borcsik SPL. Avaliação da ansiedade e do enfrentamento de executivos em situação de desemprego [dissertação]. São Paulo: Faculdade de Psicologia e Fonoaudiologia da Universidade Metodista de São Paulo; 2006.

15. Faria JB, Seidl EMF. Religiosidade, enfrentamento e bem-estar subjetivo em pessoas vivendo com HIV/aids. Psicol Estud. 2006 Jan-Abr;11(1):155-64.

16. Santos AF, Alves Junior A. Estresse e estratégias de enfrentamento em mestrandos de ciências da saúde. Psicol Reflex Crit. 2007; 20(1). [Citado 2008 Abr 22]. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/prc/v20n1/a14v20n1.pdf>.

17. Schmidt C, Dell’aglio DD, Bosa CA. Estratégias de coping de mães de portadores de autismo: lidando com dificuldades e com a emoção. Psicol Reflex Crit. 2007; 20(1). [Citado 2008 Abr 22]. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/prc/v20n1/a16v20n1.pdf>.

18. Fallowfield L, Fleissig A, Edwards R, West A, Powles TJ, Howell A, et al. Tamoxifen for the prevention of breast cancer: psychosocial impact on women participating in two randomized controlled trials. Journal of clinical oncology: official journal of

the American Society of Clinical Oncology. 2001 Apr; 19(7):1885-92.

19. Hürny C, Bernhard J, Coates AS, Castiglione-Gertsch M, Peterson HF, Gelber RD, et al. Impact of adjuvant therapy on quality of life in women with node-positive operable breast cancer. International Breast Cancer Study Group. Lancet. 1996 May; 347(9011):1279-84.

20. Marco GM. Mulheres com câncer de mama na meia idade: enfrentamento e auto-avaliação de saúde [dissertação]. Ribeirão

Preto: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto; 2007.

21. Panzini RG, Bandeira DR. Escala de coping religioso-espiritual (Escala CRE1): Elaboração e validação de construto. Psicol Estud. 2005 Set-Dez; 10(3):507-16.

22. Seidl EMF, Rossi WS, Viana KF, Meneses AKF, Meireles E. Crianças e adolescentes vivendo com HIV/Aids e suas famílias: aspectos psicossociais e enfrentamento. Psic Teor e Pesq. 2005 Set-Dez; 21(3). [Citado 2008 Abr 22]. Disponível em:

<http://www.scielo.br/pdf/ptp/v21n3/a04v21n3.pdf>.

23. Resende MC, Bonés VM, Souza IS, Guimarães NK. Rede de relações sociais e satisfação com a vida de adultos e idosos. Psicol Am Lat. 2006 Fev;(5). [Citado 2008 out. 10]. Disponível em: <http://pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php>.

24. Andrade GRB, Vaitsman J. Apoio Social redes: conectando solidariedade e saúde. Ciênc Saúde Coletiva. 2002;7(4). [Citado 2008 abr. 22]. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/csc/v7n4/14615.pdf>.

25. Silva G. Processo de enfrentamento no período pós-tratamento do câncer de mama [dissertação]. São Paulo: Programa de pós-graduação em psicologia, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto; 2005.

Downloads

Publicado

01-09-2011

Edição

Seção

Pesquisa

Como Citar

1.
Leite FMC, Amorim MHC, Castro DS de, Vasconcellos EG, Primo CC. Estratégias de enfrentamento vivenciadas por mulheres com diagnóstico de câncer de mama em uso de tamoxifeno. REME Rev Min Enferm. [Internet]. 1º de setembro de 2011 [citado 13º de agosto de 2026];15(3). Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/50373

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)