Avaliação comportamental e fisiológica da dor em recém-nascidos pelos profissionais de enfermagem
DOI:
https://doi.org/10.5935/2316-9389.2010.v14.50486Palavras-chave:
Dor, Recém-Nascido, Enfermagem Neonatal, Cuidados IntensivosResumo
A avaliação da dor em recém-nascidos (RNs) tornou-se temática de grande interesse pelos profissionais que atuam em neonatologia nos últimos anos, pois existe uma linguagem para a dor nessa faixa etária que pode guiar os profissionais na implementação de medidas analgésicas durante os procedimentos dolorosos realizados nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatais (UTINs). O objetivo com esta pesquisa foi conhecer os parâmetros fisiológicos e comportamentais utilizados pelos profissionais de enfermagem para avaliação da dor em neonatos. Este é um estudo transversal, descritivo e quantitativo, realizado em quatro hospitais de referência no atendimento neonatal de Fortaleza-CE, Brasil, entre agosto a outubro de 2007. Aplicou-se formulário a uma amostra por conveniência formada por 180 profissionais de enfermagem. Os dados foram tabulados em planilha do Excel e analisados com estatística descritiva simples. A equipe de enfermagem avaliou a dor, principalmente, observando mudanças no comportamento do neonato, incluindo alterações no choro (98,3%), na mímica facial (78,3%), no humor (55%) e nos movimentos corporais (33%). As alterações cardiovasculares e respiratórias foram as modificações fisiológicas mais citadas pelas profissionais (28,8% e 21,6%, respectivamente). As técnicas de enfermagem lembraram-se de citar essas alterações quase duas vezes mais que as auxiliares de enfermagem (40/%). A predominância da avaliação comportamental do neonato diante de procedimentos dolorosos, em detrimento da avaliação dos aspectos fisiológicos relacionados, caracteriza um conhecimento pouco explorado na prática, que ainda não estabelece uma aproximação ou consonância com a literatura atual sobre o tema em questão
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