Acesso ao planejamento reprodutivo de usuárias da Atenção Primária à Saúde: um estudo de coorte

Authors

  • Marimar Dias Neiva Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Escola de Enfermagem – EE, Graduação em Enfermagem. Belo Horizonte, MG - Brasil https://orcid.org/0009-0006-0178-5251
  • Fernanda Gontijo Araújo Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Escola de Enfermagem - EE, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem - PPGE. Belo Horizonte, MG - Brasil https://orcid.org/0000-0003-3528-2493
  • Síntia Nascimento dos Reis Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Escola de Enfermagem - EE, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem - PPGE. Belo Horizonte, MG - Brasil https://orcid.org/0000-0003-4235-5398
  • Fernanda Penido Matozinhos Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Escola de Enfermagem - EE, Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública - EMI. Belo Horizonte, MG - Brasil https://orcid.org/0000-0003-1368-4248
  • Nágela Cristine Pinheiro Santos Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Escola de Enfermagem - EE, Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública - EMI. Belo Horizonte, MG - Brasil https://orcid.org/0000-0002-6492-8372
  • Mariana Santos Felisbino Mendes Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Escola de Enfermagem - EE, Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública - EMI. Belo Horizonte, MG - Brasil https://orcid.org/0000-0001-5321-5708

DOI:

https://doi.org/10.5935/2316-9389.2026.v30.53045

Keywords:

Acesso Efetivo aos Serviços de Saúde, Atenção Primária à Saúde, Cuidado Pré-natal, Direitos Sexuais e Reprodutivos, Estudos de Coortes, Gestantes, Período Pós-Parto

Abstract

Objetivos: descrever o acesso ao planejamento reprodutivo de usuárias da Atenção Primária à Saúde em Belo Horizonte, Brasil, antes, durante e após a gestação, e analisar se existem diferenças segundo características sociodemográficas. Métodos: estudo longitudinal realizado com 220 gestantes e nutrizes acompanhadas entre 2019 e 2022. Foram descritas as características de acesso ao planejamento reprodutivo nos períodos anterior, durante e posterior à gestação. Em seguida, compararam-se os indicadores de acesso ao planejamento reprodutivo nos dois anos anteriores à gestação e seis meses após o parto, por meio de proporções e respectivos intervalos de confiança de 95%. Os dados também foram analisados conforme raça/cor, idade e escolaridade. Utilizou-se o teste qui-quadrado de Pearson e o teste exato de Fisher. Resultados: apenas 40,9% das gestações foram planejadas, das quais 35,6% realizaram consulta pré-concepcional. No pré-natal, 62,3% receberam orientações sobre contraceptivos pós-parto. Na maternidade, apenas 34,8% receberam orientações sobre planejamento reprodutivo. Após o parto, mais de 70% realizaram consulta puerperal, com orientação sobre contracepção. Observou-se um aumento de 65,1% no acesso a contraceptivos pelo SUS após a gestação. Mulheres com menor escolaridade recorreram majoritariamente ao SUS para iniciar contraceptivos antes (88,9%) (p=0,001) e após a gestação (100%) (p=0,009). Conclusão: observou-se menor acesso ao planejamento reprodutivo no período anterior à gestação, com melhora de alguns indicadores após a gestação. Tal fato evidencia a necessidade de investimentos em estratégias de planejamento reprodutivo ao longo de todo o período reprodutivo das mulheres.

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2026-06-03

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Research

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1.
Dias Neiva M, Gontijo Araújo F, Nascimento dos Reis S, Penido Matozinhos F, Cristine Pinheiro Santos N, Santos Felisbino Mendes M. Acesso ao planejamento reprodutivo de usuárias da Atenção Primária à Saúde: um estudo de coorte. REME Rev Min Enferm. [Internet]. 2026 Jun. 3 [cited 2026 Jul. 26];30. Available from: https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/53045

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