Movimentos feministas transformando os espaços de participação política
estratégias para alcançar demandas
DOI:
https://doi.org/10.35699/2525-8036.2025.57163Palavras-chave:
Lideranças feministas, Participação política, Estratégias de atuaçãoResumo
Este artigo aborda a atuação de lideranças feministas em espaços de participação política no Brasil, com foco nas estratégias adotadas por elas entre 2018 e 2022. O período analisado foi marcado por crises na gestão presidencial e cortes em políticas de proteção às mulheres. O objetivo do artigo é analisar se, no período analisado, as lideranças dos movimentos sociais feministas utilizavam os espaços de participação institucionais como instrumentos para o alcance de suas demandas. A pesquisa qualitativa fundamentou-se na análise documental de entrevistas semiestruturadas coletadas em um banco de entrevistas extenso. Contando com a participação de cinco lideranças de organizações feministas de projeção nacional e foram realizadas entre julho e setembro de 2022. A teoria central de movimentos sociais utilizada no artigo é a teoria das redes, que define os movimentos sociais, como redes de interações informais entre indivíduos plurais, grupos e/ou organizações, envolvidos em conflitos políticos ou culturais, com base em identidades coletivas compartilhadas. Os resultados destacaram que apesar das limitações estruturais nos espaços participativos, como a falta de poder deliberativo e os impactos causados por governos conservadores, as lideranças destacam a importância desses espaços para o avanço de suas demandas.
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