A Encruzilhada da memória

Quando a arte pública derruba os monumentos das ditaduras militares

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35699/2238-2046.2023.45469

Palavras-chave:

Arte., Memória, Ditadura militar, Monumentos

Resumo

Este texto é uma entrevista, inédita e na íntegra, realizada pelo Coletivo Aparecidos Políticos, de Fortaleza-CE com o Grupo de Arte Callejero (GAC), da Argentina, em 2020. Os dois grupos atuam na relação entre arte e política, fazendo questionamentos sobre a manutenção da memória das ditaduras militares em espaços públicos de suas cidades. Como metodologia realizamos a entrevista de modo remoto, depois transcrevemos o material, traduzimos e o editamos para o formato desta publicação. Por fim, o GAC é um grupo reconhecido internacionalmente com participação em duas Bienais de Veneza, exposições na Alemanha, Londres, Espanha, Canadá, Brasil, com uma relevante contribuição para o campo da arte pública, que cada vez mais é conclamada a ocupar espaços de disputa.

Biografia do Autor

Sara Nina

Graduada em Tecnologia em Artes Plásticas e Licenciatura em Artes Visuais pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), especialista em Educação Inclusiva pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) e mestre em Ensino de Artes Visuais pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Foi professora substituta da Universidade Regional do Cariri (Urca). Artista premiada em 2009 na XV Unifor Plástica na categoria Gravura, fez exposições em várias cidades brasileiras e no exterior. Membro do coletivo Aparecidos Políticos desde 2013, premiado no 65 Salão de Abril, em Fortaleza, com a performance "Operação Carcará". Autora, junto ao coletivo Aparecidos Políticos, do livro "Minimanual da Arte Guerrilha Urbana" (2015) e "Somos os que foram" (2021). Autora do livro "Travessia dos Sentidos: estratégias de medicação multissensorial e inclusiva no Sobrado Dr. José Lourenço em Fortaleza", com Robson Xavier da Costa. Ilustradora do Programa de Alfabetização na Idade Certa (PAIC) desde 2012, com cinco títulos infantis ilustrados pelo programa. Idealizadora do canal A/r/tografismos, no YouTube.

Referências

BRASIL. Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Brasília: SEDHPR, 2010.

DIDI-HUBERMAN, G. Diante do tempo: história da arte e anacronismo das imagens. Tradução de Vera Casa Nova e Márcia Arbex. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2015.

MARQUEZ, Renata; CANÇADO, Wellington. Na corda-bamba: intervenções urbanas em dança contemporânea. In: LETRO, Claúdio; GODOI, Wendderson (org.). ENARTCI: emergência. Ipatinga: Hibridus, 2010. p. 70-74.

SAFATLE, Vladimir. Usar a força contra a força. Revista Cult. 2013. Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/home/usar-forca-contra-forca/. Acesso em: 25 mar. 2023.

RANCIÈRE, Jacques. Será que a arte resiste a alguma coisa? In: LINS, Daniel (org.). Deleuze: arte, resistência – Simpósio Internacional de Filosofia, Fortaleza. 2004. Rio de Janeiro: Forense Universitária; Fundação da Cultura, Esporte e Turismo, 2007.

Downloads

Publicado

2023-08-01

Como Citar

MOURÃO, A. de A.; CRUZ, S. V. A Encruzilhada da memória: Quando a arte pública derruba os monumentos das ditaduras militares. PÓS: Revista do Programa de Pós-graduação em Artes da EBA/UFMG, Belo Horizonte, v. 13, n. 28, p. 212–229, 2023. DOI: 10.35699/2238-2046.2023.45469. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/45469. Acesso em: 24 fev. 2024.