O comum, a comunidade (e seus opostos)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35699/2238-2046.2023.45839

Palavras-chave:

Esposito, Hardt e Negri, Federici, Dardot e Laval, Comum, Comunidade

Resumo

O artigo a seguir é produto de uma palestra apresentada no Colóquio Encruzilhadas, Fricções e Dissensos na Arte Colaborativa, realizado na UFMG em novembro de 2022. O objetivo do texto é pensar a articulação entre os conceitos de “comum” e “comunidade” por meio de uma reflexão sobre o “comum” enquanto elemento fundante de sociabilidade e enquanto objeto de luta política a partir da perspectiva desenvolvida por alguns pensadores contemporâneos. Para isso o texto: 1) apresenta uma caracterização geral do conceito de comunidade nos termos em que foi pensado especialmente pela tradição sociológica; 2) aponta a crítica de Roberto Esposito a esta abordagem e sua reinterpretação dos conceitos de comunidade e de comum e, por fim; 3) conecta sua reflexão sobre a necessidade de expansão dos espaços do comum com outras perspectivas contemporâneas em torno de uma política do comum, tal como desenvolvidas por Hardt e Negri, Silvia Federici e Dardot e Laval.

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Publicado

2023-08-01

Como Citar

CARVALHO, D. F. O comum, a comunidade (e seus opostos). PÓS: Revista do Programa de Pós-graduação em Artes da EBA/UFMG, Belo Horizonte, v. 13, n. 28, p. 59–74, 2023. DOI: 10.35699/2238-2046.2023.45839. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/45839. Acesso em: 12 abr. 2024.