Elisa Martins da Silveira

uma "primitiva" entre os concretos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35699/2238-2046.2023.45970

Palavras-chave:

Elisa Martins da Silveira, Modernidade, Arte primitiva, Grupo Frente

Resumo

O artigo investiga os primeiros anos de trabalho de Elisa Martins da Silveira (1912-2001). Sua produção, que naquela altura era identificada como arte “primitiva” ou “ingênua”, consegue em pouco tempo integrar o Grupo Frente (1954-1956), um dos primeiros compromissos estéticos vinculados a uma discussão sobre arte de vanguarda no país. O trabalho de Silveira foi rapidamente legitimado, institucionalizado e premiado. Mas, passados 68 anos da sua segunda premiação pela Bienal de São Paulo, quem conhece a obra de Silveira? Discutir o início de seu trabalho, quando estava envolvido na seara do que era moderno nos anos 1950, em um momento de profunda transformação institucional é uma chave deste artigo.

Biografia do Autor

Felipe Scovino, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Professor associado do Departamento de História e Teoria da Arte e do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atua também também como crítico de arte e curador. Tem artigos e ensaios publicados em periódicos nacionais e internacionais. Foi curador de exposições monográficas de Abraham Palatnik, Cao Guimarães, Emmanuel Nassar, Franz Weissmann, Lygia Clark, dentre outros artistas. Recebeu a Bolsa de Estímulo à Produção Crítica (Minc/Funarte) em 2008. Foi professor visitante na Universidad de Chile em 2014. Publicou livros sobre Cildo Meireles, Carlos Zilio e coletivos de artistas.

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Publicado

2023-12-18

Como Citar

SCOVINO, F. Elisa Martins da Silveira: uma "primitiva" entre os concretos. PÓS: Revista do Programa de Pós-graduação em Artes da EBA/UFMG, Belo Horizonte, v. 13, n. 29, p. 6–32, 2023. DOI: 10.35699/2238-2046.2023.45970. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/45970. Acesso em: 25 abr. 2024.

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Artigos - Seção aberta