Da arte abstrata à abstração digital – fazendo ver o invisível

Mindscapes, de Fernando Velázquez

Autores

  • Ana Avelar University of Brasilia

DOI:

https://doi.org/10.35699/2238-2046.2026.60140

Palavras-chave:

arte abstrata, artes digitais, abstração digital, Fernando Velázquez, Mindscapes

Resumo

Este artigo investiga de que modo a série Mindscapes (2011-2012), de Fernando Velázquez, atualiza criticamente a tradição da abstração modernista no contexto das artes digitais contemporâneas. O problema que orienta a pesquisa é compreender como a abstração espiritual – característica da obra de Kandinsky, Kupka e Malevich – é transformada em visualidade algorítmica e relacional no ambiente informacional atual. A análise parte de uma abordagem qualitativa e crítico-interpretativa, fundamentada em estudos sobre sinestesia, tecnestesia, arte computacional e estética do glitch. A partir de conceitos como subjetividade de dados, paisagem digital e imagem-processo, argumenta-se que a obra de Velázquez não representa o invisível, mas o torna experienciável por meio de sistemas interativos que articulam sensores, algoritmos e participação do espectador. Assim, Mindscapes propõe uma visualidade sensorial e cognitiva, em que a abstração opera como interface entre corpo, código e percepção no mundo digital.

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Publicado

2026-06-15

Edição

Seção

Artigos - Seção aberta

Como Citar

Da arte abstrata à abstração digital – fazendo ver o invisível: Mindscapes, de Fernando Velázquez. PÓS: Revista do Programa de Pós-graduação em Artes da EBA/UFMG, Belo Horizonte, v. 16, n. 36, p. 1–22, 2026. DOI: 10.35699/2238-2046.2026.60140. Disponível em: http://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/60140. Acesso em: 1 jul. 2026.