
Sobre a Revista
Edição Atual
O Encontro de Pesquisa em História é um evento anual criado e organizado por estudantes da graduação e pós-graduação da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A XII edição do evento acontecerá entre os dias 15 e 18 de outubro nas dependências da UFMG e terá como tema central Encruzilhadas historiográficas: Itinerâncias nos saberes e caminhos para a história. Ao longo de nossas trajetórias profissionais, tanto na docência quanto na pesquisa, historiadores e historiadoras frequentemente se deparam com encruzilhadas. Essas encruzilhadas representam momentos decisivos, onde, como pesquisadores e professores, somos constantemente chamados a fazer escolhas. Seja ao selecionar um tema de pesquisa, delimitar um recorte temporal ou espacial, ou decidir a abordagem que adotaremos em sala de aula, cada decisão molda tanto nossa visão sobre os objetos de estudo quanto nossas práticas pedagógicas. O fazer historiográfico nos desafia a conhecer novas metodologias e conceitos, o que nos leva a tomar novas decisões e, consequentemente, enfrentar novas encruzilhadas que impactam tanto nossa história quanto a de outros.
Além de serem momentos de decisão, essas encruzilhadas também são lugares de encontro, como é o EPHIS, que proporciona trocas entre historiadores, compartilhamento de pesquisas e a abertura de novas possibilidades de conhecimento. São nessas encruzilhadas que teorias e saberes circulam e entram em diálogo, transformando tanto nossas práticas quanto a própria teoria em si. Nesse sentido, o conceito de itinerância se faz presente nas encruzilhadas historiográficas de nossas profissões, nos levando a tomar caminhos antes não pensados para nossos trabalhos. Compreender que nossos saberes caminham conosco significa reconhecer que outros também trilham seus próprios caminhos, com diferentes saberes, ampliando as possibilidades historiográficas. Assim, o objetivo deste EPHIS é convidar os saberes históricos que desafiam tanto o papel social de nós historiadores quanto nos fazem refletir sobre a função social da história além das fronteiras acadêmicas. A partir dessa perspectiva mais ampla, a proposta deste tema busca não apenas incluir os espaços universitários, mas também trazer para o centro das discussões os diversos sujeitos e comunidades que interagem com o saber histórico — como as comunidades quilombolas, congados, praticantes de religiões afro-brasileiras e os povos indígenas. Nessas culturas, a encruzilhada, além de lugar sagrado, simboliza caminho, encontro, movimento e celebração. Ao considerar esses saberes, não olhamos apenas para os escombros do passado, mas também para o que e quem permanece sob eles após as tempestades. É por meio desses diálogos, nas encruzilhadas de nossa disciplina, que o EPHIS, neste ano, busca compreender os caminhos trilhados pela história. A diversidade de temas pesquisados, as experiências em sala de aula e nossa atuação política — seja para enterrar ou caminhar com o passado — compõem essa reflexão. Assim, nos aproximamos das múltiplas formas de pensar e vivenciar a história em suas diferentes dimensões.
Atenciosamente,
a Comissão Organizadora.
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