Chamada para o Dossiê Temático - CULTURA E SOCIEDADE: conexões e circulações nas experiências históricas
A Revista Temporalidades tem a honra de convidar pesquisadores e acadêmicos a submeterem seus trabalhos para o Dossiê temático intitulado CULTURA E SOCIEDADE: conexões e circulações nas experiências históricas, vinculado à linha de História Social da Cultura.
Nas últimas décadas, notabilizaram-se os esforços da produção historiográfica na elaboração de estudos cujas bases estejam sobre a intersecção entre os conceitos de cultura e sociedade. Em igual sentido, revelam-se particularmente fecundas as pesquisas assentadas sobre a variação de escalas de análise e pelo diálogo com perspectivas que coloquem em causa aspectos como a circulação de pessoas, objetos, saberes e práticas para além dos limites dos Estados nacionais. Essa abordagem, portanto, confere relevo ao caráter heterogêneo da cultura, bem como à complexidade inerente aos processos históricos.
Este dossiê propõe reunir pesquisas que investiguem a História Social da Cultura em suas múltiplas dimensões, privilegiando análises que articulem escalas locais e globais, experiências individuais e processos de longa duração, bem como diferentes modos de produção, circulação, apropriação e ressignificação de práticas culturais. Interessa compreender como saberes, crenças, linguagens, objetos, instituições e formas de sociabilidade foram delineados a partir de contatos, deslocamentos, mediações e intercâmbios culturais.
Serão particularmente bem-vindos trabalhos que investiguem a produção, circulação e apropriação de saberes, práticas, agentes e bens culturais em diferentes espaços e temporalidades, abordando temas como circulação de saberes, cultura escrita e material, religião e religiosidade, impérios e colonialismos, patrimônio e memória. Acolhem-se pesquisas que dialoguem com a História Social da Cultura em interface com abordagens como a História Global, História Conectada, História Cruzada, Micro-História, estudos pós-coloniais, decoloniais e transimperiais, privilegiando análises capazes de articular diferentes escalas, sujeitos e experiências históricas, de modo a compreender os processos de circulação, negociação, conflito e produção cultural para além de perspectivas nacionalmente circunscritas.
O dossiê será publicado em fluxo contínuo e receberá submissões entre 21 de julho e 28 de setembro de 2026. No momento da submissão, selecione a seção "CULTURA E SOCIEDADE: conexões e circulações nas experiências históricas".
As normas para submissão e o acesso ao sistema da revista estão disponíveis no portal da Revista Temporalidades <https://periodicos.ufmg.br/index.php/temporalidades/about/submissions>.
Saiba mais sobre Chamada para o Dossiê Temático - CULTURA E SOCIEDADE: conexões e circulações nas experiências históricas
A Revista Temporalidades, Revista Discente do Programa de Pós-Graduação em História da UFMG (ISSN 1984-6150), convida à participação no Dossiê temático "História e ciência em tempos de pandemia: reflexões e perspectivas"
“Belo Horizonte se inspira na gripe espanhola e cerca o covid-19”
- Reportagem do periódico digital “Jornalistas Livres” (assinada por Aloisio Morais)
Qual o papel da história diante de uma crise sanitária global? As definições de “saúde”, “doença”, “cura”, “remédio”, estão em constante mudança e refletem aspectos culturais, sociais, políticos e econômicos de uma comunidade. Esses conceitos são determinantes para as decisões governamentais sobre políticas públicas e mostram-se ainda mais cruciais em períodos de crise. A pandemia do novo coronavírus gerou, e continua gerando, consequências em diversas áreas da vida humana, exigindo adaptações a essa nova realidade. Os olhos do mundo voltaram-se às ciências, cobrando respostas e direções a se tomar para combater o vírus. Entretanto, em meio a um período de crescimento de movimentos “anti científicos”, destacam-se também alguns líderes mundiais que questionam a legitimidade do discurso médico e científico que alerta para a gravidade da situação e para a necessidade de tomada de medidas drásticas e urgentes.
A história, em diálogo com as demais áreas de estudo das humanidades, ganha notoriedade nesse contexto, a serviço de sociedades que buscam entender como a humanidade lidou com crises sanitárias no passado. Quais foram os processos que conferiram protagonismo a determinados atores no presente, como os órgãos governamentais de saúde pública, a indústria farmacêutica, a Organização Mundial de Saúde, entre outros? Quais foram as rupturas e continuidades na legitimidade e no lugar ocupado pelas ciências perante as sociedades ao longo do tempo? Quem são os grupos historicamente mais afetados por problemas de saúde pública? De que forma as diferenças históricas entre o Norte Global e o Sul Global influenciam sua relação com a doença, a saúde e a cura?
Diante de tais questionamentos, a Revista Temporalidades convida autoras e autores de diversos campos de estudo a construírem artigos que discutam as temáticas acima citadas.
Nesta chamada, privilegiamos trabalhos nos seguintes eixos temáticos:
História das Ciências da Saúde;
História da Saúde Pública;
História das Doenças;
História das Ciências Médicas;
História da Alimentação e das Drogas;
História Ciência e da Técnica;
História Global;
História Ambiental;
Demais trabalhos de História e Historiografia da Ciência alinhados à temática proposta.
Prazo para envio das submissões: 05 de julho de 2020
Vale lembrar que, além de artigos destinados ao Dossiê – que deverão ser enviados até o dia 05/07/2020 – a Temporalidades aceita artigos livres, resenhas e transcrições documentais comentadas em fluxo contínuo.
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A cidade está em crise. Temos acompanhado recentemente um avultamento de questões que permeiam a relação dos sujeitos com os centros urbanos. Refletir sobre a cidade, hoje, conclama-nos a repensar criticamente as diversas contradições de modelos de urbanização pautados por ideais de modernização e progresso que se difundem de forma global. Problemas socioambientais diversos, alimentados no seio de uma suposta dicotomia entre homem e natureza; reflexões acerca das formas de ocupação territorial e das divisões históricas e geográficas de classe, que acarretam em uma desigual distribuição de riscos e privilégios aos quais a população está sujeita; o entendimento da cidade como espaço de memória e como entidade que carrega em si uma enorme pluralidade de acontecimentos e manifestações culturais e políticas, entre uma série de outros enfoques, transformam a cidade em território de discussões e disputas sobre passado, presente e futuro.





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