AS DIRETRIZES CURRICULARES DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO GOVERNO DILMA

FORMAÇÃO DUAL DO TRABALHADOR?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35699/2238-037X.2020.12517

Palavras-chave:

Diretrizes Curriculares Nacionais, Educação Profissional, Formação Profissional

Resumo

Este trabalho analisa as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Profissional Técnica de Nível Médio (Parecer CNE/CEB n.º 11/2012 e a Resolução CNE/CEB n.º 06/2012) que foram promulgadas no Governo Dilma Rousseff. O propósito é identificar os eixos centrais da proposta pedagógica e da organização curricular. Foi realizado análise documental das políticas curriculares relacionadas com a educação profissional, tais como as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Profissional Técnica de Nível Médio; o documento base da educação profissional técnica de nível médio integrada ao ensino médio, que apresenta os fundamentos teóricos, concepções e princípios na proposta de educação profissional técnica de nível médio integrada ao ensino médio. Foi identificado que as diretrizes apresentam um projeto de formação profissional dual, ou seja, em duas perspectivas distintas: uma que se aproxima de uma concepção ampliada de formação do trabalhador, que abre possibilidade de se pensar na superação da dualidade histórica existente entre a formação técnica e a formação geral, e a segunda, que aponta para uma formação restrita do trabalhador, que perpetua a dualidade entre a formação técnica e formação geral.

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Biografia do Autor

Néri Emílio Soares Júnior, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG)

Doutor e Mestre em Educação pela Universidade de Brasília, Especialização em Educação Física Escolar e Graduação em Educação Física pela Universidade Estadual de Goiás. Docente do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG).

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Publicado

2020-09-04

Como Citar

SOARES JÚNIOR, N. E. AS DIRETRIZES CURRICULARES DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO GOVERNO DILMA: FORMAÇÃO DUAL DO TRABALHADOR?. Trabalho & Educação, [S. l.], v. 29, n. 2, p. 61–75, 2020. DOI: 10.35699/2238-037X.2020.12517. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/trabedu/article/view/12517. Acesso em: 29 nov. 2020.

Edição

Seção

ARTIGOS