A RECONTEXTUALIZAÇAO CURRICULAR NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

Autores

  • Néri Emílio Soares Júnior Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás

DOI:

https://doi.org/10.35699/2238-037X.2022.39299

Palavras-chave:

Políticas curriculares, Educação Profissional, Trabalho docente

Resumo

O texto analisa os fatores que influenciam no trabalho dos professores no processo de recontextualização curricular. Foi realizado um estudo de caso de uma instituição de educação profissional do estado de Goiás com a realização de análise documental e entrevista. Os interlocutores da pesquisa foram sete professores, sendo dois professores da área técnica e cinco do núcleo comum. O estudo foi realizado a partir da noção de recontextualização curricular e do trabalho docente pela perspectiva da ergologia. Foram identificados os seguintes fatores que influenciam na recontextualização curricular dos professores participantes da pesquisa: organização do trabalho pedagógico, história de vida dos professores e o significado social da instituição, dimensão pessoal e o caráter socioeconômico do trabalho, estudantes, campo disciplinar, área de atuação, experiência profissional, políticas educacionais e curriculares e os valores dos professores.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Néri Emílio Soares Júnior, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás

Doutor e Mestre em Educação pela Universidade de Brasília, Graduação em Educação Física pela Universidade Estadual de Goiás. Docente do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás

Referências

BERNSTEIN, Basil. A estruturação do discurso pedagógico: classe, código e controle: Petrópolis: Vozes, 1996.

BEZERRA, Débora Silveira Barros; EUGENIO, Benedito. A teoria de Bernstein: Estado do conhecimento em artigos publicados no Brasil no período de 2000-2016. Interfaces Científicas: Educação, Aracaju, v.8, n. 3, p. 408-423, 2020. Disponível em: https://periodicos.set.edu.br/educacao/article/view/6714. Acesso em 10/12/2020.

BORGES, Cecília Maria Ferreira. O professor da educação básica de 5ª a 8ª série e seus saberes profissionais. 210f. 2003. Tese (Doutorado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2003.

BRITO, José Eustáquio. Reflexões epistemológicas sobre a ergologia. 29ª Reunião Anual da Anped, 2006, Caxambu. Anais [...] Caxambu, 2006. p.1-5. Disponível em: http://29reuniao.anped.org.br/trabalhos/posteres/GT09-1830--Int.pdf. Acesso em 11/05/2019.

BRUSCHINI, Maria Cristina Aranha. Trabalho e gênero no Brasil nos últimos dez anos. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 37, n. 132, p.537-572, set/dez. 2007.

CANGUILHEM, Georges. O normal e o patológico. 6.ed. rev. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2009. p.154.

CUNHA, Daisy Moreira; ALVES, Wanderson Ferreira. Da atividade humana entre paideia e politeia: saberes, valores e trabalho docente. Educação em Revista. Belo Horizonte, v. 28, n.02, p. 17-34, jun. 2012.

FRANCO, Fabio Luís Ferreira Nóbrega. Georges Canguilhem e a psiquiatria: norma, saúde e patologia mental. Primeiros escritos, São Paulo, v. 1, n. 1, p. 87-95, 2009.

FRANCO, Elaine Cristina Dias. A recontextualização do currículo integrado do curso de enfermagem da Universidade Federal de São João del Rei, Minas Gerais. 136f. Tese (Doutorado em Enfermagem) – Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Universidade Federal de Minas Gerais, 2016.

GUÉRIN, François et al. Compreender o trabalho para transformá-lo: a prática da ergonomia. São Paulo: Edgard Blücher: Fundação Vanzolini, 2001. p.200.

LOPES, Alice Casimiro. Políticas de integração curricular. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2008. p.184.

MAINARDES, Jefferson; STREMEL, Silvana. A teoria de Basil Bernstein e algumas de suas contribuições para as pesquisas sobre políticas educacionais e curriculares. Revista Teias. v.11, n.22, p.31- 54, maio/ago. 2010.

PACHECO, Eliezer Moreira; PEREIRA, Luiz Augusto Caldas; DOMINGOS SOBRINHO, Moisés. Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia: limites e possibilidades. Linhas Críticas, Brasília, v. 16, n. 30, p. 71-88, jan./jun. 2010.

PARO, Vitor Henrique. Gestão democrática da escola pública. 4.ed. São Paulo: Cortez, 2016. p.141.

REZENDE, Flávia; et al. Recontextualização do currículo nacional para o ensino médio de física no discurso de professores. Ensaio em pesquisa em Educação em Ciências. Belo Horizonte, v. 16, n, 3, p.55-74, set./dez. 2014.

SADI, Renato Sampaio. Pedagogia do esporte: descobrindo novos caminhos. São Paulo: Ícone, 2010.

SCHWARTZ, Yves. Trabalho e valor. Tempo Social: Revista de Sociologia da USP, São Paulo, v. 8, n. 2, p. 147-158, 1996.

SCHWARTZ, Yves. A comunidade científica ampliada e o regime de produção de saberes. Trabalho & Educação, Belo Horizonte, v. 7, n. 7, p. 38-46, 2000.

SCHWARTZ, Yves. A abordagem do trabalho reconfigura nossa relação com os saberes acadêmicos: as antecipações do trabalho. In: SOUZA-E-SILVA, Maria Cecília Pérez; FAÏTA, Daniel (org.). Linguagem e trabalho: construção de objetos de análises no Brasil e na França. São Paulo: Cortez, 2002. p. 109-126.

SCHWARTZ, Yves. Trabalho e saber. Trabalho & Educação, v.12, n.1, p.21-34, jan./jun. 2003.

SCHWARTZ, Yves. Circulações, dramáticas, eficácias da atividade industriosa. Trabalho, Educação e Saúde, v. 2, n. 1, p. 33-55, 2004.

SCHWARTZ, Yves. Entrevista: Yves Schwartz. Trabalho, Educação e Saúde, v. 4 n. 2, p. 457- 466, 2006.

SCHWARTZ, Yves. Reflexão em torno de um exemplo de trabalho operário. In: SCHWARTZ, Yves; DURRIVE, Louis (Orgs.). Trabalho e ergologia: conversas sobre a atividade humana. Niterói: Editora da Universidade Federal Fluminense, 2007. p.37-46.

SCHWARTZ, Yves. A experiência é formadora? Educação & Realidade. v. 35, n. 1, p.35-48, 2010.

SCHWARTZ, Yves. Conceituando o trabalho, o visível e o invisível. Trabalho educação e saúde, Rio de Janeiro, v.9, supl.1, p.19-45, 2011.

SOUZA JÚNIOR, Marcílio; SANTIAGO, Eliete; TAVARES, Marcelo. Currículo e saberes escolares: ambiguidades, dúvidas e conflitos. Pro-Posições, Campinas, v. 22, n. 1 (64), p. 183-196, abril, 2011. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-73072011000100014&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 10 de maio de 2019.

STRAVOU, Sophia. La recontextualisation à l’épreuve de la sociologie empirique des curricula: éléments de recherche sur la « régionalisation du savoir » In. Frandji, Daniel; Vitale Philippe (dir.). Actualité de Basil Bernstein. Savoir, pédagogie et société. Rennes: PUR, 2008. p.1-38.

YANNOULLAS, Silvia Cristina. Sobre o que nós, mulheres, fazemos. IN: YANNOULAS, Silvia Cristina (Coord.). Análise da feminização das profissões e ocupações. Brasília: Editorial Abaré, 2013. p.31-65.

YIN, Robert. Estudo de caso: planejamento de métodos. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, 2005. p.212.

Downloads

Publicado

2023-01-24

Como Citar

SOARES JÚNIOR, N. E. A RECONTEXTUALIZAÇAO CURRICULAR NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL. Trabalho & Educação, Belo Horizonte, v. 31, n. 3, p. 115–129, 2023. DOI: 10.35699/2238-037X.2022.39299. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/trabedu/article/view/39299. Acesso em: 27 jan. 2023.

Edição

Seção

ARTIGOS

Artigos Semelhantes

> >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.