FORMAÇÃO E TRABALHO DOCENTE NO ENSINO DE CIÊNCIAS
O PAPEL DA COMUNIDADE DE PRÁTICA NO CONTEXTO PRISIONAL
DOI :
https://doi.org/10.35699/2238-037X.2025.59865Mots-clés :
Ensino de Ciências, Comunidade de Prática, Contexto prisionalRésumé
O trabalho docente em escolas na prisão, voltado para o ensino de Ciências, representa um desafio constante, principalmente devido à especificidade do ambiente prisional. É evidente a necessidade de processos formativos voltados ao aprimoramento da prática docente para atuação nesse contexto. Este estudo tem como objetivo apresentar reflexões oriundas da análise do planejamento e realização de um curso de formação para professores de Ciências que atuam em uma escola na prisão, considerando o papel da comunidade de prática. Os encontros foram vídeogravados, transcritos e analisados pela Análise Textual Discursiva (ATD), da qual obtivemos uma categoria emergente, intitulada: A Comunidade de Prática (CoP) como espaço de formação docente e transformação no contexto prisional. Os resultados indicam que as comunidades de prática funcionam como espaços de diálogo e troca de experiências, promovendo apoio mútuo e inovação pedagógica. Constatou-se que a formação permanente, planejada com o envolvimento da CoP, amplia a capacidade dos docentes no enfrentamento dos desafios do contexto prisional. Além disso, compreendemos que a Comunidade de Prática se apresenta como uma possibilidade de formação permanente para docentes do contexto da escola na prisão, permitindo que os professores se integrem às necessidades do contexto escolar e engajem outros sujeitos da comunidade escolar. Conclui-se que a integração entre formação docente e comunidades de prática é importante para o desenvolvimento de práticas educativas transformadoras no ensino de Ciências em contextos prisionais.
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