Reservas técnicas digitais em arqueologia
DOI:
https://doi.org/10.31239/8r81a770Palavras-chave:
Reservas técnicas, Arqueologia digitalResumo
Nas duas últimas décadas, diversos instrumentos transformaram a paisagem digital do Brasil. Essa trajetória é resultado de um amplo programa de transformação digital, cujas bases remontam ao início da década de 2000. Focamos aqui algumas ferramentas e problemas particularmente relevantes para a produção científica do país, em especial para a Arqueologia, que também passa por uma transformação digital, mesmo que ainda incompleta. Este trabalho evidencia como os problemas gerados pela falta de planejamento na preservação e na soberania digital, seja no curto ou no longo prazo, afetam diretamente as pesquisas e o patrimônio arqueológico brasileiro. Para tanto, identificamos os principais locais de armazenamento de dados das universidades públicas ao longo das duas últimas décadas, bem como dos órgãos de proteção patrimonial (IPHAN, e museus) e utilizados por usuários e pesquisadores em geral. Revisamos as principais plataformas utilizadas para o armazenamento de diversos tipos de arquivos, e observamos se são de interesse privado ou público, local ou global. Por fim, analisamos meios de superar estas adversidades, e identificamos a necessidade de um planejamento integrado, que insira o digital nas estratégias de preservação patrimonial e cultural.
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