CHAMADA ALETRIA - v. 37, n. 3 (jul. - set. 2027) Dossiê: Circulações literárias entre Portugal e Brasil
CHAMADA ALETRIA - v. 37, n. 3 (jul. - set. 2027)
Organizadores:
Marcia Jaschke (UFMG)
Mirhiane Mendes de Abreu (UNIFESP)
Raquel S. Madanêlo Souza (UFMG)
Ricardo Vasconcelos (San Diego State University)
Prazo para submissão: 4 de dezembro de 2026
Circulações literárias entre Portugal e Brasil
Camilo Castelo Branco figurou um grande número de brasileiros em seus romances. Machado de Assis fez críticas incisivas ao Primo Basílio, de Eça de Queirós. No século XX, Graça Aranha afirmou em sua conferência “O Espírito Moderno” (1925), que não éramos a “câmara mortuária de Portugal” e, naquele momento de intensa afirmação das nacionalidades, os ânimos se exaltaram. José Osório de Oliveira publicou em terras lusitanas a primeira História Breve da Literatura Brasileira (1939). Cecília Meireles selecionou nas revistas portuguesas os Poetas novos de Portugal (1944). O poeta Carlos Drummond de Andrade deu voz ao modernista português em seu “Sonetilho do falso Fernando Pessoa”. Enquanto o famoso criador do heteronimismo enviou para o Brasil seu autor fictício Ricardo Reis. Sophia de Mello Breyner Andresen acentuou, em seu “Poema a Helena Lanari”, o gosto pela sonoridade do “português do Brasil”, que seria capaz de tornar o “coqueiro” “mais vegetal”. Inúmeros são os exemplos que poderiam ser aqui convocados para caracterizar os múltiplos matizes que permeiam as relações interculturais e literárias entre Brasil e Portugal nos dois últimos séculos.
O objetivo desse dossiê é fomentar o debate e proporcionar reflexões atuais sobre as diferentes camadas das complexas relações entre as literaturas moderna e contemporânea de Portugal e do Brasil.
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