Configurações labirínticas dos espaços narrativos em Borges, Saramago e Graciliano
DOI:
https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.60586Palavras-chave:
espaço, labirinto, Jorge Luis Borges, José Saramago, Graciliano RamosResumo
Este artigo analisa a presença do labirinto na construção do espaço em narrativas de três autores de distintas nacionalidades: A biblioteca de Babel, do escritor argentino Jorge Luis Borges; Todos os nomes, do português José Saramago; e Vidas secas, do brasileiro Graciliano Ramos. A imagem do labirinto que, no imaginário popular, remete ao mito do Minotauro, transformou-se, ao longo do tempo, em tema e forma de muitos textos literários, incorporando, segundo Mello (2007), duas principais tendências: errância e desorientação sem sentido ou enfrentamento de um percurso cheio de obstáculos, que provoca transformações nos indivíduos em busca de um centro ou saída. A análise apresentada comenta a construção dos espaços das três narrativas, demonstra a configuração labiríntica, destaca a qual dessas perspectivas do sentido do labirinto se filia cada um dos autores e como a utilização desse símbolo denota uma visão de mundo e da existência humana.
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