Aspectos do sagrado nas Cartas a Milena de Kafka
DOI:
https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.63298Palavras-chave:
Kafka, cartas, nome, sagrado, voz, paronomásiaResumo
Este artigo examina a presença do sagrado nas Cartas a Milena de Franz Kafka, concentrando-se especialmente no papel do Nome como potência criadora. Partindo da tradição judaica, exemplificada com episódios bíblicos e textos (a respeito) da cabala, mostra-se como Kafka mobiliza técnicas onomásticas em sua escrita epistolar. A correspondência com Milena Jesenská, primeira tradutora do autor, é tratada como obra literária e revela uma série de jogos principalmente paronomásticos que ressignificam a identidade de ambos. Nesses deslocamentos, o nome próprio e seus atributos sujeitam-se a operações poéticas num sentido similar àquele dado por Leonardo Lamha (2025) ao conceito de fabulação epistolar.
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