A literatura fantástica e resistência

as representações da ditadura no conto “O mar mais longe que vejo” de Caio Fernando Abreu

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DOI :

https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.61642

Mots-clés :

fantástico, regime militar, sobrenatural, violência

Résumé

Este artigo analisa o efeito de estranhamento no conto “O mar mais longe que vejo”, de Caio Fernando Abreu, articulando-o ao contexto da ditadura militar brasileira. A investigação, de caráter qualitativo, fundamenta-se nas teorias do fantástico (Todorov; Roas; Ceserani) e em estudos sobre literatura e memória (Dalcastagnè; Figueiredo), discutindo como a oscilação entre real e delírio conforma uma linguagem do trauma. A fragmentação da voz narrativa, a ausência de espelhos e a recorrência da imagem do mar são examinadas como símbolos que traduzem tanto a repressão quanto a subjetividade exilada. Dessa forma, percebe-se que o insólito não configura evasão, mas gesto político de resistência e denúncia velada, reativando pela via literária debates sobre memória histórica e permanências do autoritarismo.

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Biographie de l'auteur

  • Livia Maria Rosa Soares Oliveira, Instituto Federal do Maranhão (IFMA) | São Luís | MA | BR

    Doutora em Letras pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. 

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Publiée

2026-07-02

Comment citer

Oliveira, L. M. R. S. . (2026). A literatura fantástica e resistência: as representações da ditadura no conto “O mar mais longe que vejo” de Caio Fernando Abreu. Aletria: Revista De Estudos De Literatura, 36(2), 279-293. https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.61642