Benefícios da proposta da Organização Mundial da Saúde para avaliação da necessidade de tratamento dentário entre idosos

  • Andréa Maria Eleutério de Barros Lima Martins Universidade Estadual de Montes Claros -UNIMONTES
  • Desirée Sant´Ana Haikal Universidade Estadual de Montes Claros -UNIMONTES
  • Pedro Eleutério dos Santos Neto Universidade Estadual de Montes Claros -UNIMONTES
  • Michelle Pimenta Oliveira
  • Núbia Barbosa Eleutério
  • Raquel Conceição Ferreira Universidade Estadual de Montes Claros -UNIMONTES

Resumo

Objetivo: Identificar as necessidades de tratamento dentário entre idosos brasileiros dentados e os benefícios do método de avaliação direta, proposto pela OMS, a partir da comparação entre os métodos de avaliação direta e indireta, por dente e por indivíduo. Materiais e Métodos: Utilizaram-se dados dos 5.349 idosos examinados no SB Brasil 2002/2003. As avaliações direta e indireta da necessidade de tratamento dentário (NTD) foram estimadas a partir da prevalência de indivíduos com NTD, considerando os idosos
dentados como denominador. Calculou-se também o número médio de dentes com necessidade de tratamento. A avaliação direta da NTD foi conduzida em todos os dentes presentes. A avaliação indireta da NTD foi
estimada a partir da experiência de cárie das coroas, identificando-se o índice CPO-D e seus componentes. As coroas restauradas com cárie e as cariadas foram consideradas com necessidade. Na comparação entre
os métodos direto e indireto, utilizaram-se os testes qui-quadrado e Mann-Whitney (p<0,05). Resultados: Entre os idosos, 2418 (45,2%) eram dentados e a maioria apresentou NTD, independentemente do método
de avaliação. Constatou-se maior prevalência de necessidades pelo método direto (69,1%/64,6%) (p<0,001), sendo principalmente de restaurações (49,65%) e extrações (45,39%). A média de dentes com necessidades
diferiu entre os métodos, sendo menor no indireto (2,72±3,83) (p<0,001). Conclusão: Há alta prevalência de necessidade restauradora e de extrações entre os idosos brasileiros. Os benefícios na forma de avaliação
proposta pela OMS foram evidentes pela estimativa mais fidedigna de maior número de indivíduos/dentes com necessidade de tratamento dentário, além da definição do tipo de tratamento necessário.
Descritores: Inquéritos epidemiológicos. Saúde bucal. Planejamento em saúde. Assistência odontológica para idosos.

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Biografia do Autor

Andréa Maria Eleutério de Barros Lima Martins, Universidade Estadual de Montes Claros -UNIMONTES

Curso de Odontologia, FUNORTE, Montes Claros, MG, Brasil

Curso de Odontologia, Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), Montes Claros, MG, Brasil

Desirée Sant´Ana Haikal, Universidade Estadual de Montes Claros -UNIMONTES
Curso de Odontologia, Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), Montes Claros, MG, Brasil
Pedro Eleutério dos Santos Neto, Universidade Estadual de Montes Claros -UNIMONTES

Curso de Odontologia, Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), Montes Claros, MG, Brasil

Faculdades Integradas Pitágoras, Montes Claros, MG, Brasil

Michelle Pimenta Oliveira
Cirurgiã-dentista
Núbia Barbosa Eleutério
Cirurgiã-dentista
Raquel Conceição Ferreira, Universidade Estadual de Montes Claros -UNIMONTES
Curso de Odontologia, Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), Montes Claros, MG, Brasil

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Publicado
2016-06-10
Como Citar
Martins, A. M. E. de B. L., Haikal, D. S., Neto, P. E. dos S., Oliveira, M. P., Eleutério, N. B., & Ferreira, R. C. (2016). Benefícios da proposta da Organização Mundial da Saúde para avaliação da necessidade de tratamento dentário entre idosos. Arquivos Em Odontologia, 48(4). Recuperado de https://periodicos.ufmg.br/index.php/arquivosemodontologia/article/view/3618
Seção
Artigos

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