Potencialidades e fragilidades da agenda: organização do atendimento clínico nas equipes de saúde da família

  • Simone de Melo Costa Universidade Estadual de Montes Claros -Unimontes
  • Alice Batista Medeiros Universidade Estadual de Montes Claros -Unimontes
  • André Costa Alencar Dias Universidade Estadual de Montes Claros -Unimontes
  • José Rodrigo da Silva Universidade Federal de Minas Gerais -UFMG
  • Carlos Alberto Quintão Rodrigues Universidade Estadual de Montes Claros -Unimontes
  • Maísa Tavares de Souza Leite Universidade Estadual de Montes Claros -Unimontes

Resumo

Objetivo: O objetivo deste estudo foi identificar as potencialidades e fragilidades na construção da agenda, no âmbito da saúde da família, a partir da percepção do profissional acerca da organização do atendimento clínico. Materiais e métodos: Estudo quantitativo, transversal e censitário, realizado no PETSaúde. Utilizou-se questionário semiestruturado e autoaplicado. Resultados: Participaram 95 profissionais de nível superior, enfermeiros, médicos e cirurgiões-dentistas do município de Montes Claros, Minas Gerais,
Brasil. Os profissionais atendem ao dia uma média de 15,49(±6,87) pessoas, apesar de considerarem ideal 13,13(±5,13) atendimentos. A organização da agenda clínica foi classificada em “moderadamente ou pouco organizada” para 48,4% dos profissionais. O atendimento domiciliar é realizado (91,6%). Critérios de risco foram incorporados para priorizar a assistência (78,9%), com maior reserva para a demanda programada (70,5%). Conclusão: Apesar de potencialidades na agenda, existem desafios a enfrentar. O gerenciamento
do sistema de saúde na atenção primária sugere valorizar o aspecto quantitativo como essencial para uma prática produtivista, o que estrangula o bom funcionamento e organização da agenda clínica na saúde da
família.
Descritores: Agendamento de consultas. Saúde pública. Atenção primária à saúde. Saúde da família.

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Biografia do Autor

Simone de Melo Costa, Universidade Estadual de Montes Claros -Unimontes
Departamento de Odontologia, Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Montes Claros, MG, Brasil.
Alice Batista Medeiros, Universidade Estadual de Montes Claros -Unimontes
Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Montes Claros, MG, Brasil.
André Costa Alencar Dias, Universidade Estadual de Montes Claros -Unimontes
Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Montes Claros, MG, Brasil.
José Rodrigo da Silva, Universidade Federal de Minas Gerais -UFMG

Programa de Pós-Graduação em Promoção de Saúde e Prevenção da Violência, Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil.

Carlos Alberto Quintão Rodrigues, Universidade Estadual de Montes Claros -Unimontes
Departamento de Odontologia, Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Montes Claros, MG, Brasil.
Maísa Tavares de Souza Leite, Universidade Estadual de Montes Claros -Unimontes
Departamento de Enfermagem, Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Montes Claros, MG, Brasil.

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Publicado
2016-06-10
Como Citar
Costa, S. de M., Medeiros, A. B., Dias, A. C. A., Silva, J. R. da, Rodrigues, C. A. Q., & Leite, M. T. de S. (2016). Potencialidades e fragilidades da agenda: organização do atendimento clínico nas equipes de saúde da família. Arquivos Em Odontologia, 49(2). Recuperado de https://periodicos.ufmg.br/index.php/arquivosemodontologia/article/view/3628
Seção
Artigos

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