COMPREENSÕES E USOS DA PROVA PAULISTA POR DOCENTES E COORDENADORES(AS) DE GESTÃO PEDAGÓGICA
Palavras-chave:
Prova Paulista, avaliação externa em larga escala, materiais digitaisResumo
Este artigo analisa como a Prova Paulista, avaliação digital aplicada bimestralmente pela rede estadual de São Paulo, tem sido compreendida e utilizada por docentes e coordenadores de gestão pedagógica (CGP). A investigação, realizada através de uma abordagem qualitativa, foi desenvolvida em uma escola da rede estadual de Bragança Paulista, a partir de observações de reuniões pedagógicas, aplicação de questionários a professores e entrevistas com CGPs. A análise de conteúdo dos dados obtidos via questionários e entrevistas permitiu a identificação de sete categorias: Prova Paulista definições e finalidades; Utilização da Prova Paulista no contexto escolar; Relação entre a Prova Paulista e os materiais digitais; Condições materiais da escola para a realização da Prova Paulista; Prova Paulista e Seduc: o controle do trabalho escolar; A realização da Prova Paulista pelos estudantes: o desafio do formato digital; A (des)confiança nos resultados da Prova Paulista. Dentre os achados da pesquisa, destaca-se que embora a avaliação seja apresentada como diagnóstica pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc-SP), tem operado como mecanismo de controle, ranqueamento e de estreitamento curricular, de modo a aprofundar a lógica da meritocracia e da responsabilização docente. Observa-se, também, a associação entre a Prova Paulista e os materiais digitais enviados pela Seduc-SP, o que contribui para a perda de autonomia docente. A Prova Paulista, ao articular avaliação e plataformas digitais, aprofunda processos de controle pedagógico e de plataformização da educação.
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