A máquina de guerra do erotismo possível em Meu Michel, de Amós Oz
DOI:
https://doi.org/10.35699/1982-3053.2025.62040Palabras clave:
Amós Oz, Erotismo, Máquina de guerraResumen
“Mas o desejo nunca é separável de agenciamentos complexos” (1997, p. 85), é uma máxima que nos ensinam Gilles Deleuze e Félix Guattari. Por esta perspectiva trataremos do erotismo, como afecção amorosa ampliada, em Meu querido Michel, de Amós Oz. Tal ampliação sistêmica nos trará meios para pensarmos sobre os delicados e possíveis equilíbrios das relações amorosas em tempos de guerra. Equilíbrio este disposto em uma Scala amoris criticamente desmontada por uma narrativa que age como uma máquina de guerra questionadora de deveres e desejos estabelecidos. Tal percurso objetiva a reflexão sobre o mal-estar e o bem-estar individual e coletivo pertinentes à criação e manutenção dos amores possíveis em uma multifacetada sociedade conflagrada.
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