Nudez e errância
a ressignificação do mito “Judeu Errante”, no conto “Castigo” (1963), de Sérgio Porto
DOI:
https://doi.org/10.35699/1982-3053.2025.62022Palavras-chave:
Nudez, Errância, CronotopoResumo
O Conto “Castigo” (1963), de Sérgio Porto, apresenta um narrador-pratonista, cuja identidade é apresentada em duas cronotopias: menino (aluno nos tempos da escola) e adulto (narrador-protagonista). Lembrando as aulas do grupo escolar, menciona a figura da Professora, Dona Margarida, e alguns colegas de classe. Partindo de uma narrativa nostálgica, o narrador-protagonista traça uma linguagem conectada com o simbólico, a ponto de a história ressignificar passagens da vida de Jesus Cristo. Na sequência da linguagem simbólica, a imagem da professora imprime a identidade do Messias (Mestre dos mestres), diante da classe (judeus e romanos), na qual um aluno anônimo (vocativo – menino) destaca a nudez, na seriedade do magistério, e em si, diante das tentativas de desregramentos. Espera-se, neste artigo, à luz do conto, mensurar como as passagens do ministério de Jesus Cristo trazem a nudez e possíveis métodos de errância, enquanto viés para a ressignificação de identidades do Mito do Judeu Errante.
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