Relação entre dor e antecedentes de adoecimento físico ocupacional
um estudo entre músicos instrumentistas
DOI:
https://doi.org/10.35699/2317-6377.2009.54621Palavras-chave:
dor, músicos, lesões ocupacionais, antecedentes físicos, antecedentes psicossociaisResumo
Este artigo examina possíveis relações entre os sintomas de dor e os antecedentes físicos (carga física e ambiente físico de trabalho) e psicossociais (carga cognitiva, carga psíquica, organização do trabalho) de tais sintomas em um grupo de músicos instrumentistas. O trabalho constitui uma pesquisa exploratória envolvendo dados quantitativos e qualitativos e busca compreender aspectos relacionados aos fatores antecedentes do adoecimento muscular segundo a percepção dos músicos. A amostra foi composta por 46 músicos do estado de Goiás e do Distrito Federal, com idades entre 14 e 45 anos, que responderam a um questionário desenvolvido para este estudo. A análise quantitativa realizada por meio do coeficiente de correlação ρ de Spearman indicou uma relação entre a dor e a carga física de trabalho percebida pelo respondente. Os resultados da análise qualitativa confirmaram esta relação entre percepção de dor e carga física. Os resultados são discutidos apontando a necessidade de disseminar a idéia de que o músico deve atentar para sinais de desarmonia do próprio corpo.
Referências
ANDRADE, E.Q.; FONSECA, J.G.M. Artista-atleta: reflexões sobre a utilização do corpo na performance dos instrumentos de cordas. Per Musi, Belo Horizonte, v.2, p.118-128, 2000.
BRITO, A C.; ORSO, M. B; GOMES, E. Lesões por esforços repetitivos e outros acometimentos reumáticos em músicos profissionais. Revista Brasileira de Reumatologia, São Paulo, v.32, n.2, p.79-83, 1992.
CINTRA, S.; BARRENECHEA, L. A lesão por esforço repetitivo no contexto pianístico. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE PESQUISA EM MÚSICA, IV, 2004, Goiânia, GO. Anais do IV Seminário Nacional de Pesquisa em Música, Goiânia, 2004.
COSTA, C. Quando tocar dói: análise ergonômica do trabalho de violistas de orquestra. Brasília, 2003. Dissertação (Mestrado em Psicologia), Instituto de Psicologia, Universidade de Brasília, 2003.
COSTA, C.P.; ABRAHÃO, J. I. Músico: profissão de risco? In: CONGRESSO LATINO-AMERICANO, CONGRESSO BRASILEIRO DE ERGONOMIA, VII, XII 2002, Recife, PE. Anais do VII Congresso Latino-Americano e XII Congresso Brasileiro de Ergonomia, 2002.
CRUZ, R.M. Distúrbios musculoesqueléticos, processos de trabalho, e cultura organizacional. In: TAMAYO, A. & COLS (Org), Cultura e Saúde nas Organizações Porto Alegre: Artmed, 2004. p.231- 252.
MOURA, R.C.R.; FONTES, S.V.; FUKUJIMA, M.M. Doenças Ocupacionais em Músicos: uma Abordagem Fisioterapêutica. Rev. Neurociências, São Paulo, v.8, n.3, p.103-107, 2000.
PEDERIVA, P.L.M. O corpo no processo ensino-aprendizagem de instrumentos musicais: percepção de professores. Brasília, 2005. Dissertação (Mestrado em Educação), Faculdade de Educação, Universidade Católica de Brasília, 2005.
PETRUS, A.M.F.; ECHTERNACHT, E.H.O. Dois Violinistas e uma Orquestra: Diversidade Operatória e Desgaste MúsculoEsquelético. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, São Paulo, v.29, n.109, p.31-36, 2004.
PINHEIRO, F.A.; TRÓCCOLI, B.T. e PAZ, M.G.T. Aspetos Psicossociais dos Distúrbios Osteomusculares (DORT/LER) Relacionados ao Trabalho. In: MENDES, A.M.; BORGES, L.O. ; FERREIRA. M.C. (Org.), Trabalho em Transição Saúde em Risco, Brasília: UnB/FINATEC, p.65- 85, 2002.
PINTO, T.O. Som e música. Questões de uma antropologia sonora. Rev. Antropo, São Paulo, v.44, n.1, p.222-286, 2001.
TUBIANA R. The surgeon and the hand of the musician. The hand and Science today, s/v, p.44-55, 1991.
ZAZA, C.; CHARLES, C.; MUSZYNSKI, A. The Meaning of Playing-Related Musculoskeletal Disorders to Classical Musicians. Social Science and Medicine, v.47, n.12, p.2013-2023, 1998.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2009 Per Musi

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Exceto onde está indicado, o conteúdo neste site está sob uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.






