Inteligência artificial e o processo de ensino-aprendizagem
escrevivências de uma prática docente
DOI:
https://doi.org/10.35699/2237-5864.2025.58820Palavras-chave:
inteligência artificial, processo de ensino-aprendizagem, ensino superior, escrevivência, memorial acadêmicoResumo
O objetivo geral deste estudo é compreender os impactos da inteligência artificial (IA) generativa no processo de ensino-aprendizagem na formação de profissionais em Psicologia. Trata-se de um estudo teórico-reflexivo que propõe o desenvolvimento da noção de escrevivência, conceito elaborado por Conceição Evaristo, a fim de relatar um recorte das vivências docentes da primeira autora em uma instituição de ensino superior. As análises estão organizadas em dois eixos: (a) IA e vivência docente: entre desafios e possibilidades formativas; e (b) Escrevivências: a escrita em tempos de IA. Os resultados indicam que a presença da inteligência artificial no cotidiano acadêmico, embora ofereça possibilidades promissoras, também impõe desafios relacionados aos direitos autorais, à ausência de reflexão profunda e crítica em produções escritas, bem como à necessidade de que o docente gerencie essas nuances no processo de ensino-aprendizagem. Uma das estratégias identificadas como promissoras para enfrentar tais desafios foi a utilização do memorial acadêmico como recurso pedagógico, complementada por outras estratégias. Pesquisas futuras poderão aprofundar este debate, investigando diferentes aplicações da inteligência artificial em contextos universitários.
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