Relação entre força de preensão manual, funcionalidade e fragilidade física em pessoas idosas

Revisão integrativa

Autores

  • Reuber Lima de Sousa Universidade Federal do Paraná - UFPR, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem - PPGENF, Grupo Multiprofissional de Pesquisa sobre Idosos - GMPI. Curitiba, PR - Brasil. https://orcid.org/0000-0002-6220-141X
  • Susanne Elero Betiolli Universidade Federal do Paraná - UFPR, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem - PPGENF, Grupo Multiprofissional de Pesquisa sobre Idosos - GMPI. Curitiba, PR - Brasil. https://orcid.org/0000-0003-4469-4473
  • Maria Helena Lenardt Universidade Federal do Paraná - UFPR, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem - PPGENF, Grupo Multiprofissional de Pesquisa sobre Idosos - GMPI. Curitiba, PR - Brasil. https://orcid.org/0000-0001-8309-4003
  • Karina Silveira de Almeida Hammerschmidt Universidade Federal do Paraná - UFPR, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem - PPGENF, Grupo Multiprofissional de Pesquisa sobre Idosos - GMPI. Curitiba, PR - Brasil. https://orcid.org/0000-0002-7140-3427
  • Márcia Marrocos Aristides Barbiero Universidade Federal do Paraná - UFPR, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem - PPGENF, Grupo Multiprofissional de Pesquisa sobre Idosos - GMPI. Curitiba, PR - Brazil. https://orcid.org/0000-0002-1567-3641
  • Aline Sousa Falcão Universidade Federal do Paraná - UFPR, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem - PPGENF, Grupo Multiprofissional de Pesquisa sobre Idosos - GMPI. Curitiba, PR - Brasil. https://orcid.org/0000-0001-6060-041X

DOI:

https://doi.org/10.35699/2316-9389.2022.41231

Palavras-chave:

Idoso Fragilizado, Força da Mão, Atividades Cotidianas, Fragilidade, Atenção Primária à Saúde, Cuidados de Enfermagem

Resumo

Objetivo: analisar as publicações científicas sobre a relação entre força de preensão manual, funcionalidade e fragilidade física em pessoas idosas. Método: revisão integrativa realizada nas bases de dados PubMed, CINAHL, Web of Science e Portal BVS, no período amostral de janeiro de 2010 a novembro de 2021. Empregou-se o fluxograma do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-analyses para apresentar a seleção dos estudos, e o nível de evidência foi avaliado a partir do Oxford Centre for Evidence-Based Medicine e as referências gerenciadas no EndNote Web. Resultados: a busca inicial resultou em 211 estudos após a aplicação dos critérios de elegibilidade, sendo que 7 estudos constituíram a revisão integrativa. A força de preensão manual se revelou um importante indicador de força muscular e crucial para a funcionalidade das pessoas idosas. Quando associada a determinadas ocorrências clínicas, a força de preensão manual colabora para a redução da funcionalidade e dependência na realização das atividades de vida diária em idosos, com maior prejuízo entre aqueles com 75 anos ou mais, de forma mais significativa entre as mulheres. Conclusão: a relação entre a força de preensão reduzida e a diminuição da funcionalidade determina a condição de fragilidade física em pessoas idosas. Isso reforça a importância do investimento dos profissionais de Enfermagem em intervenções que viabilizem a manutenção da força muscular e da funcionalidade e a reversão da fragilidade física nesse segmento populacional.

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Arquivos adicionais

Publicado

21-12-2022

Como Citar

1.
Sousa RL de, Betiolli SE, Lenardt MH, Hammerschmidt KS de A, Barbiero MMA, Falcão AS. Relação entre força de preensão manual, funcionalidade e fragilidade física em pessoas idosas: Revisão integrativa. REME Rev Min Enferm. [Internet]. 21º de dezembro de 2022 [citado 15º de junho de 2024];26. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/41231

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