Prevalência de interações medicamentosas envolvendo medicamentos de alta vigilância: estudo transversal

Autores

  • Ana Laura Biral Cortes Universidade Federal Fluminense, Departamento de Fundamentos de Enfermagem e Administração, Niterói RJ , Brasil, Universidade Federal Fluminense – UFF, Departamento de Fundamentos de Enfermagem e Administração. Niterói, RJ – Brasil. http://orcid.org/0000-0002-7809-4786
  • Zenith Rosa Silvino Universidade Federal Fluminense, Departamento de Fundamentos de Enfermagem e Administração, Niterói RJ , Brasil, Universidade Federal Fluminense – UFF, Departamento de Fundamentos de Enfermagem e Administração. Niterói, RJ – Brasil. http://orcid.org/0000-0002-2848-9747
  • Fernanda Barbosa Moreira Santos Universidade Federal Fluminense, Departamento de Fundamentos de Enfermagem e Administração, Niterói RJ , Brasil, Universidade Federal Fluminense – UFF, Departamento de Fundamentos de Enfermagem e Administração. Niterói, RJ – Brasil. http://orcid.org/0000-0002-3830-7353
  • Juliana Aguiar Carvalho Pereira Universidade Federal Fluminense, Departamento de Fundamentos de Enfermagem e Administração, Niterói RJ , Brasil, Universidade Federal Fluminense – UFF, Departamento de Fundamentos de Enfermagem e Administração. Niterói, RJ – Brasil. http://orcid.org/0000-0002-3846-579X
  • Graziela Silva Tavares Universidade Federal Fluminense, Departamento de Fundamentos de Enfermagem e Administração, Niterói RJ , Brasil, Universidade Federal Fluminense – UFF, Departamento de Fundamentos de Enfermagem e Administração. Niterói, RJ – Brasil. http://orcid.org/0000-0003-0328-6086

DOI:

https://doi.org/10.35699/2316-9389.2019.49752

Palavras-chave:

Segurança do Paciente, Gestão da Segurança, Interações de Medicamentos

Resumo

Objetivo: estimar a prevalência de interações medicamentosas potenciais (IMP) relacionadas aos medicamentos de alta vigilância (MAV) usados por uma amostra de pacientes internados em um centro de terapia intensiva (CTI). Métodos: estudo transversal, retrospectivo de abordagem quantitativa. A pesquisa apoiou-se na análise das prescrições dos pacientes internados no CTI no período de um ano (2014-2015) a fim de identificar as interações medicamentosas potenciais relacionadas aos MAVs nelas recorrentes. Para cada prontuário, foram analisadas das três às cinco primeiras prescrições, dependendo da disponibilidade destas e do período de internação do indivíduo. A identificação das IMPs foi feita a partir de consulta ao dispositivo Trissels da base de dados Micromedex 2.0. Resultados: nas 244 prescrições medicamentosas foram identificadas 846 IMPs relacionadas aos MAVs e 112 pares diferentes de IMP envolvendo os MAVs. Os principais MAVs nas IMP foram: insulina regular, midazolam, fentanil e tramadol. Dos 112 tipos de IMP identificados, algumas foram recorrentes; a saber: tramadol e ondansetrona, fentanil e midazolam, midazolam e omeprazol, insulina regular e hidrocortisona, bem como insulina regular e noradrenalina. A prevalência das IMPs com MAV nessa amostra foi de 0,96 (96%). Conclusão: grande parte dos pacientes foi exposta à IMP envolvendo midazolam, fentanil ou insulina regular. Há de se estabelecer certa vigilância no sentido de se evitar interações desnecessárias ou quando a administração conjunta de determinados interagentes for indispensável, Deve-se possuir competências para manejar essa administração de forma mais adequada e com o menor risco possível para o paciente.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Rommers MK, Teeepe-Twiss IM, Guchelaar HJ. Preventing adverse drug events in hospital practice: an overview. Pharmacoepidemiol Drug Saf. 2007[citado em 2015 abr. 23];16:1129-35. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/pds.1440

Frederico PM. Interações medicamentosas potenciais dos anti-hipertensivos: uso perigoso entre idosos. Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública; 2012[citado em 2015 abr. 23]. Disponível em: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/24287

National Coordinating Concil for Medication Error Reporting and Prevention. Taxonomy of Medication Errors. 1998-9[citado em 2015 abr. 25]. Disponível em: http://www.nccmerp.org/about-medication-errors

American Society of Healthy System Pharmacists. Suggested definitions and relationships among medication misadventures, medication errors, adverse drug events and adverse drug reactions.1998[citado em 2015 abr. 23]. Disponível em: htpp://www.ashp.org/public/proad/mederror

Institute of Medicine of the National Academies. National safety patient agency. U.S. Department of Health and Human Services. Preventing Medication Errors: Quality Chasm Series; 2006[citado em 2015 set. 11]. Disponível em: http://psnet.ahrq.gov/resources/resource/4053/preventing-medication-errors-quality-chasm-series--

Carvalho REFL, Reis AMM, Faria LMP, Zago KSA, Cassiani SHB. Prevalência de interações medicamentosas em unidades de terapia intensiva no Brasil. Acta Paul Enferm. 2013[citado em 2017 maio 09];26(2):150-7. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ape/v26n2/v26n2a08.pdf

Instituto para Práticas Seguras no Uso de Medicamentos. Medicamentos Potencialmente Perigosos de uso Hospitalar e Ambulatorial. Belo Horizonte (BR): ISMP Brasil; 2015[citado em 2016 jan. 08]. Disponível em: http://www.ismpbrasil.org/site/wpcontent/uploads/2015/12/V4N3.pdf

Rodrigues MCS, Oliveira C. Drug-drug interactions and adverse drug reactions in polypharmacy among older adults: an integrative review. Rev Latino-Am Enferm. 2016[citado em 2017 maio 09];24:e2789. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rlae/v24/0104-1169-rlae-24-02800.pdf

Vanham D, Spinewine A, Hantson P, Wittebole X, Wouters D, Sneyers B. Drug-drug interactions in the intensive care unit: Do they really matter? J Crit Care. 2017[citado em 2016 out. 15];38: 97-103. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0883944116305330

Uijtendaal EV, Harssel LL, Hugenholtz GW, Kuck EM, Zwart-van RJE, Cremer OL, et al. Analysis of Potential Drug Drug Interactions in Medical Intensive Care Unit Patients. Pharmacotherapy. 2014[citado em 2016 out. 15];34(3):213-9. Disponível em: https://www.onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/phar.1395

Bohomol E. Erros de medicação: estudo descritivo das classes de medicamentos de alta vigilância. Esc Anna Nery Rev Enferm. 2014[citado em 2016 out. 15];18(2):311-6 [citado em 2015 abr. 23]. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ean/v18n2/1414-8145-ean-18-02-0311.pdf

Drug-Reax® System. Greenwood Village (CO): Thomson Reuters; 2008[citado em 2015 abr. 25]. Disponível em: https://www.thomsonhc.com

Lima REF, Cassiani SHB. Interações medicamentosas potenciais em pacientes de unidade de terapia intensiva de um hospital universitário. Rev Latino-Am Enferm. 2009[citado em 2016 out. 15];17(2):222-7. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rlae/v17n2/pt_13.pdf

Caribé RA, Chaves GR, Pocognoni JD, Souza IA. Potenciales interacciones medicamentosas en pacientes con sepsis internados en la unidad de terapia intensiva. Farm Hosp. 2013[citado em 2015 mar. 09];37(5):383-7. Disponível em: http://www.scielo.isciii.es/pdf/fh/v37n5/07original05.pdf

Godoy LM, Pino PA, Córdova GL, Carrasco JAO, Castillo AM. Sedación y analgesia para procedimientos invasivos en los niños. Arch Argent Pediatr. 2013[citado em 2015 jan. 09];111(1):22-8. Disponível em: http://www.scielo.org.ar/pdf/aap/v111n1/es_v111n1a06.pdf

Oliveira FA, Cruz ICF. A sedação e seus efeitos na segurança do paciente: revisão sistematizada da literatura para um protocolo clínico. J Speci Nurs Care. [S.l.] 2016 jun. [citado em 2016 out. 15];8(1). Disponível em: http://www.jsncare.uff.br/index.php/jsncare/rt/printerFriendly/2805/681

Organización Panamericana de la Salud (OPAS). Sistemas de notificación de incidentes en América Latina. Washington: OPS; 2013[citado em 2015 maio 20]. Disponível em: https://www.paho.org/hq/dmdocuments/2013/HSSHS-SistemasIncidentes-2013.pdf

Silva LD, Santos MM. Interações medicamentosas em unidade de terapia intensiva: uma revisão que fundamenta o cuidado do enfermeiro. Rev Enferm UERJ. Rio de Janeiro. 2011[citado em 2015 mar. 09];19(1):134-9. Disponível em: http://www.facenf.uerj.br/v19n1/v19n1a22.pdf

Publicado

20-12-2019

Como Citar

1.
Cortes ALB, Silvino ZR, Santos FBM, Pereira JAC, Tavares GS. Prevalência de interações medicamentosas envolvendo medicamentos de alta vigilância: estudo transversal. REME Rev Min Enferm. [Internet]. 20º de dezembro de 2019 [citado 27º de maio de 2024];23(1). Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/49752

Edição

Seção

Pesquisa

Artigos Semelhantes

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.