Ocorrência de infecção de sítio cirúrgico de um hospital universitário de Minas Gerais

Autores

  • Maria Helena Barbosa MG, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Curso de Graduação , Brasil
  • Matheus Abboud Mendes MG, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Curso de Graduação em Enfermagem , Brasil
  • Jesislei Bonolo do Amaral MG, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Brasil
  • Ana Lúcia De Mattia Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Enfermagem , Departamento de Enfermagem Básica, Brasil

Palavras-chave:

Infecção da Ferida Operatória, Fatores de Risco, Enfermagem

Resumo

Estudo epidemiológico cujo objetivo foi identificar os fatores de risco de infecção de sítio cirúrgico (ISC) em pacientes submetidos a cirurgia, entre 2003 e 2007, em um hospital público de ensino de Uberaba-MG. Nesse período, 229 pacientes tiveram confirmação de ISC, dentre os quais 138 constituíram a amostra deste estudo. Os dados foram obtidos dos prontuários desses pacientes, no Serviço de Prevenção e Controle de Infecção, e analisados segundo estatística descritiva. Observou-se que 54,35% dos pacientes eram do gênero feminino. A média de idade foi de 42,2 anos; 49,28% eram tabagistas; 36,96%, etilistas; 40,57% apresentavam comorbidades (hipertensão arterial sistêmica, cardiopatias, diabetes, problemas renais); 38,40% tinham quadro infeccioso associado; 5,07%, sobrepeso e obesidade; e 6,52% faziam uso de imunossupressores. A média de dias de internação no pré-operatório foi de 2,34, com variação de até trinta dias. Verificouse que 36,95% foram cirurgias contaminadas; 32,60%, potencialmente contaminadas; 21,73%, infectadas; e 7,97%, limpas. A maioria (83,34%) realizou cirurgia de urgência e/ou emergência: 46,37% de grande porte, 28,98% de médio porte e 68,84% dos pacientes não permaneceram com drenos no pós-operatório. Na maioria (97,10%) dos casos, foi adotada antibioticoprofilaxia, e o Staphylococcus aureus e o S. epidermidis foram os micro-organismos prevalentes. Considerando que a maioria dos casos de ISC ocorreu em cirurgias de urgência e emergência, faz-se necessário enfocar a importância de mediadas preventivas e de controle de infecção pelas equipes que atuam desde o momento do atendimento pré-hospitalar, assim como nas unidades de pronto atendimento.

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Publicado

01-09-2009

Como Citar

1.
Barbosa MH, Mendes MA, Amaral JB do, Mattia ALD. Ocorrência de infecção de sítio cirúrgico de um hospital universitário de Minas Gerais. REME Rev Min Enferm. [Internet]. 1º de setembro de 2009 [citado 20º de maio de 2024];13(3). Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/50531

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