Ocorrência de infecção de sítio cirúrgico de um hospital universitário de Minas Gerais

Autores

  • Maria Helena Barbosa MG, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Curso de Graduação , Brasil
  • Matheus Abboud Mendes MG, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Curso de Graduação em Enfermagem , Brasil
  • Jesislei Bonolo do Amaral MG, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Brasil
  • Ana Lúcia De Mattia Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Enfermagem , Departamento de Enfermagem Básica, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5935/2316-9389.2009.v13.50531

Palavras-chave:

Infecção da Ferida Operatória, Fatores de Risco, Enfermagem

Resumo

Estudo epidemiológico cujo objetivo foi identificar os fatores de risco de infecção de sítio cirúrgico (ISC) em pacientes submetidos a cirurgia, entre 2003 e 2007, em um hospital público de ensino de Uberaba-MG. Nesse período, 229 pacientes tiveram confirmação de ISC, dentre os quais 138 constituíram a amostra deste estudo. Os dados foram obtidos dos prontuários desses pacientes, no Serviço de Prevenção e Controle de Infecção, e analisados segundo estatística descritiva. Observou-se que 54,35% dos pacientes eram do gênero feminino. A média de idade foi de 42,2 anos; 49,28% eram tabagistas; 36,96%, etilistas; 40,57% apresentavam comorbidades (hipertensão arterial sistêmica, cardiopatias, diabetes, problemas renais); 38,40% tinham quadro infeccioso associado; 5,07%, sobrepeso e obesidade; e 6,52% faziam uso de imunossupressores. A média de dias de internação no pré-operatório foi de 2,34, com variação de até trinta dias. Verificouse que 36,95% foram cirurgias contaminadas; 32,60%, potencialmente contaminadas; 21,73%, infectadas; e 7,97%, limpas. A maioria (83,34%) realizou cirurgia de urgência e/ou emergência: 46,37% de grande porte, 28,98% de médio porte e 68,84% dos pacientes não permaneceram com drenos no pós-operatório. Na maioria (97,10%) dos casos, foi adotada antibioticoprofilaxia, e o Staphylococcus aureus e o S. epidermidis foram os micro-organismos prevalentes. Considerando que a maioria dos casos de ISC ocorreu em cirurgias de urgência e emergência, faz-se necessário enfocar a importância de mediadas preventivas e de controle de infecção pelas equipes que atuam desde o momento do atendimento pré-hospitalar, assim como nas unidades de pronto atendimento.

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Publicado

01-09-2009

Edição

Seção

Pesquisa

Como Citar

1.
Barbosa MH, Mendes MA, Amaral JB do, Mattia ALD. Ocorrência de infecção de sítio cirúrgico de um hospital universitário de Minas Gerais. REME Rev Min Enferm. [Internet]. 1º de setembro de 2009 [citado 25º de abril de 2026];13(3). Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/50531

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