Caracterização dos casos de óbito acidental de crianças por aspiração de corpos estranhos em Minas Gerais
DOI:
https://doi.org/10.5935/1415-2762.20190066Palavras-chave:
Obstrução das Vias Respiratórias, Aspiração Respiratória, Corpos Estranhos, Criança, Mortalidade, EnfermagemResumo
Objetivo: caracterizar os casos de óbitos decorrentes de asfixia acidental por sufocação em crianças. Método: estudo descritivo e retrospectivo de dados secundários no qual procedeu-se à análise dos dados dos óbitos de crianças menores de um ano e de um a quatro anos ocorridos no estado de Minas Gerais e notificados no banco de dados do Sistema Único de Saúde, no período de 2005 a 2015. Foram identificados 233 casos de óbitos por asfixia. Entre as vítimas prevaleceram o sexo masculino (131, 56,2%), a raça/cor branca (118, 50,6%), sendo em maior proporção nas crianças menores de um ano (175, 75,1%). Os diagnósticos mais frequentes foram inalação e ingestão de alimentos, causando obstrução do trato respiratório (155, 66,5%), em menores de um ano e de um a quatro anos. Resultados: foram notificados, em média, 14,6 casos por ano com grande oscilação no período estudado, sendo que no ano de 2002 houve maior número de óbitos (21, 9,0%) e em 2006 apresentou-se o menor número de casos (7, 3%). Conclusão: destaca-se a importância da implementação de medidas preventivas e educativas, com vistas a reduzir o evento, as lesões e as sequelas decorrentes.
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