A percepção dos profissionais sobre as ações de saúde mental na rede de atenção psicossocial em Belo Horizonte
DOI:
https://doi.org/10.5935/1415.2762.20210064Palavras-chave:
Saúde Mental, Saúde Pública, Atenção Primária à Saúde, Equipe de Assistência ao PacienteResumo
Objetivo: compreender a construção das ações de saúde mental na rede de atenção psicossocial de Belo Horizonte, sob a ótica dos profissionais em uma perspectiva histórica. Método: trata-se de uma abordagem qualitativa baseada na história oral, fundamentada na Sociologia Compreensiva do Cotidiano. Resultados: os dados encontram-se organizados em duas categorias temáticas: “A transição do modelo de cuidado: criação dos CERSAM” e “Dificuldades para a assistência ao paciente em sofrimento mental”. O movimento da Reforma Psiquiátrica em Belo Horizonte permitiu que os primeiros CERSAMs fossem construídos pautados nos ideais do cuidar em liberdade e centrados no indivíduo com sofrimento psíquico. Ademais, destacou-se a crescente procura pelos serviços seguidos de fragilidades relacionadas ao quantitativo de profissionais nos serviços da rede de saúde, o que constitui lacunas assistenciais. Conclusão: com a criação de serviços substitutivos, pode-se afirmar que houve melhorias advindas da Reforma Psiquiátrica em Belo Horizonte. Apesar disso, é necessário levantar propostas de aperfeiçoamento dos serviços da rede de saúde mental, visando diminuir a sobrecarga dos profissionais, seu aperfeiçoamento e a melhoria dos serviços da atenção primária. O ponto culminante será mais integração entre eles, porque haverá assistência centrada no usuário e, consequentemente, na família.
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