A percepção dos profissionais sobre as ações de saúde mental na rede de atenção psicossocial em Belo Horizonte

Autores

  • Nayara Alacoque Coelho Prefeitura Municipal de Betim. Betim, MG - Brasil. https://orcid.org/0000-0002-4994-2176
  • Jacqueline Nascimento Universidade Federal de Minas Gerais -UFMG, Escola de Enfermagem, Departamento de Enfermagem Aplicada - ENA. Belo Horizonte, MG - Brasil
  • Barbara Ianca Barreto Universidade Federal de Minas Gerais -UFMG, Escola de Enfermagem, Departamento de Enfermagem Aplicada - ENA. Belo Horizonte, MG - Brasil. https://orcid.org/0000-0003-1210-7027
  • Lilian Cristina Rezende Universidade Federal de Minas Gerais -UFMG, Escola de Enfermagem, Departamento de Enfermagem Aplicada - ENA. Belo Horizonte, MG - Brasil. https://orcid.org/0000-0003-0869-0205
  • Claudia Maria de Mattos Penna Universidade Federal de Minas Gerais -UFMG, Escola de Enfermagem, Departamento de Enfermagem Materno Infantil e Saúde Pública - EMI. Belo Horizonte, MG - Brasil. https://orcid.org/0000-0001-5277-2860
  • Maria José Menezes Brito Universidade Federal de Minas Gerais -UFMG, Escola de Enfermagem, Departamento de Enfermagem Aplicada - ENA. Belo Horizonte, MG - Brasil. https://orcid.org/0000-0001-9183-1982

DOI:

https://doi.org/10.5935/1415.2762.20210064

Palavras-chave:

Saúde Mental, Saúde Pública, Atenção Primária à Saúde, Equipe de Assistência ao Paciente

Resumo

Objetivo: compreender a construção das ações de saúde mental na rede de atenção psicossocial de Belo Horizonte, sob a ótica dos profissionais em uma perspectiva histórica. Método: trata-se de uma abordagem qualitativa baseada na história oral, fundamentada na Sociologia Compreensiva do Cotidiano. Resultados: os dados encontram-se organizados em duas categorias temáticas: “A transição do modelo de cuidado: criação dos CERSAM” e “Dificuldades para a assistência ao paciente em sofrimento mental”. O movimento da Reforma Psiquiátrica em Belo Horizonte permitiu que os primeiros CERSAMs fossem construídos pautados nos ideais do cuidar em liberdade e centrados no indivíduo com sofrimento psíquico. Ademais, destacou-se a crescente procura pelos serviços seguidos de fragilidades relacionadas ao quantitativo de profissionais nos serviços da rede de saúde, o que constitui lacunas assistenciais. Conclusão: com a criação de serviços substitutivos, pode-se afirmar que houve melhorias advindas da Reforma Psiquiátrica em Belo Horizonte. Apesar disso, é necessário levantar propostas de aperfeiçoamento dos serviços da rede de saúde mental, visando diminuir a sobrecarga dos profissionais, seu aperfeiçoamento e a melhoria dos serviços da atenção primária. O ponto culminante será mais integração entre eles, porque haverá assistência centrada no usuário e, consequentemente, na família.

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Publicado

24-11-2021

Edição

Seção

Pesquisa

Como Citar

1.
A percepção dos profissionais sobre as ações de saúde mental na rede de atenção psicossocial em Belo Horizonte. REME Rev Min Enferm. [Internet]. 24º de novembro de 2021 [citado 1º de abril de 2026];25. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/54973

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