O bem comum como espinha dorsal d'As Leis de Platão

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35699/2525-8036.2023.45907

Palavras-chave:

Comum, Bem, Leis, Platão

Resumo

Platão considerava o bem comum como instância unificadora da vida em comunidade na pólis e, por isso, como objetivo fundamental para o qual as leis, o Estado e os cidadãos deveriam convergir. O sentido comunitário na busca do bem comum d’As Leis de Platão se contrapõe decisivamente à atomização da vida contemporânea. O objetivo deste artigo é investigar como Platão mobiliza o bem comum finalidade precípua do conjunto de leis (nomoi) da pólis. Para tanto, inicia com uma breve introdução sobre o arcabouço normativo no Diálogo As Leis e sua relação teleológica com o bem comum. Em seguida, destrincha dois mecanismos da obra para a construção do bem comum: a educação e a regulação estatal da distribuição da riqueza. Após, busca sintetizar os principais aspectos do que constitui o bem comum para Platão. Por fim, conclui com a necessidade de resgatarmos a noção de bem comum como categoria filosófico-política de destaque para a construção de uma nova sociedade.

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Biografia do Autor

Gustavo Livio, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Promotor de Justiça no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Ex-Defensor Público do Estado da Bahia. Mestrando na UFRJ, Brasil, com pesquisa em Economia e Direito. ORCID: https://orcid.org/0009-0004-5359-7493. Contato: gustavo.livio@gmail.com.

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Publicado

27-10-2023

Como Citar

LIVIO, G. O bem comum como espinha dorsal d’As Leis de Platão. Revista de Ciências do Estado, Belo Horizonte, v. 8, n. 2, p. 1–27, 2023. DOI: 10.35699/2525-8036.2023.45907. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revice/article/view/e45907. Acesso em: 16 jun. 2024.