Brasilidade e colonialismo mental

o assédio do progressismo importado

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35699/2525-8036.2026.63873

Palavras-chave:

Brasilidade, Colonialismo mental, Pensamento brasileiro, Crítica ao progressismo

Resumo

Este artigo, transcrição revisada de uma palestra, analisa o pensamento brasileiro contemporâneo e suas manifestações políticas e culturais. Inicia com uma apresentação da relação entre as três correntes principais de interpretação do Brasil com a brasilidade, entendida como expressão de sincretismo. Em seguida, explica a natureza do assédio intelectual do progressismo importado à brasilidade, argumentando ser este movimento resultado do mais agudo colonialismo mental de nossa história. Discute alternativa à evasão intelectual dos problemas realmente profundos de nossa sociedade, a partir de exemplos de ações transformadoras, fruto da imaginação institucional, tais como a reorganização das formas jurídicas de propriedade.  

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Biografia do Autor

  • Carlos Sávio Gomes Teixeira, Universidade Federal Fluminense

    Doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP). Professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal Fluminense (UFF), Brasil, onde atualmente coordena o seu Programa de Pós-Graduação em Ciência Política (PPGCP), Brasil. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-8877-5537. Contato: carlos.savio.teixeira@gmail.com. 

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Publicado

14-01-2026

Como Citar

TEIXEIRA, Carlos Sávio Gomes. Brasilidade e colonialismo mental: o assédio do progressismo importado. Revista de Ciências do Estado, Belo Horizonte, v. 11, n. 1, p. 1–15, 2026. DOI: 10.35699/2525-8036.2026.63873. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revice/article/view/e63873. Acesso em: 17 jan. 2026.

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