The dawn of the State in idealist translinguistics
DOI:
https://doi.org/10.35699/2525-8036.2025.61146Keywords:
Translinguistics, Philosophy of language, Dawn of the StateAbstract
How does the ineffable and intangible dawn in universalized concreteness, originally retained in thoughts and essence, if not through language? This article proposes a translinguistic (Bakhtin) and idealist (Hegel and Humboldt) analysis to understand the construction of the idea of the State in concreteness through the philosophy of language and interactive relations, understanding the transit of consciousness as driven by acts of naming, alterity, and scrutiny arising from the externalization of wills. The main question is: how does the dialectic that conceptualizes the essence of the State as an externalized part of the objective spirit emerge from the newly understood idealist translinguistics? The answer lies in a two-pronged approach: introducing translinguistics (also metalinguistics or dialogic discourse analysis) and linking it to idealism, and then understanding the foundations of the construction of the idea of the State from the proposed lens. To this end, we use the transposition of the internalized subjective essence into a universalized and replicable concept, in the form of a linguistic sign; the movement of the creative energy of language to drive the transposition of thought into reality; and the collectivization of the internality of discourse and its expression as a reflection and refraction of ideas for the construction of an ideology.
Downloads
References
BAKHTIN, Mikhail. O freudismo: um esboço crítico. Trad. Paulo Bezerra. São Paulo: Perspectiva, 2007.
BAKHTIN, Mikhail. Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN, Mikhail. Estética da Criação Verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
BAKHTIN, Mikhail. Para uma Filosofia do Ato Responsável. São Carlos: Pedro e João, 2012.
BAKHTIN, Mikhail. Problemas da poética de Dostoiévski. Trad. Paulo Bezerra. São Paulo: Forense Universitária, 2010
BERNHARD, Sylla. Será que a linguagem determina a cultura? As posições de Humboldt e Cassirer em torno desta questão. In: BRAGA, Joaquim; GARCIA, Rafael (orgs.). Antropologia da Individuação. Porto Alegre: Editora Fi, 2017, p. 143-162.
HORTA, José Luiz Borges. Uma breve introdução à Filosofia do Estado de John Locke. Revista Brasileira de Estudos Políticos, v. 90, p. 239-260, 2004. Disponível em: https://pos.direito.ufmg.br/rbep/index.php/rbep/article/view/8. Acesso em: 26 dez. 2025.
BRAIT, Beth. Análise e teoria do discurso. In: BRAIT, Beth (org). Bakhtin: outros conceitos-chave. São Paulo: Contexto, 2006, p. 9-31.
BRANDIST, Craig. The Bakhtin Circle: Philosophy, Culture and Politics. Londres: Pluto Press, 2002.
COELHO, Patrícia. M. F; COSTA, Marcos R. M. Entrevista: Craig Brandist (Bakhtin Centre). Bakhtiniana, São Paulo, v. 13, n. 2, p. 212-224, 2018. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/bakhtiniana/article/view/32542. Acesso em: 26 dez. 2025.
DOMINGUES, Taciane. O Círculo de Bakhtin e o Idealismo Alemão: relações entre pensamento e língua. Estudos Linguísticos, v. 46, n. 2, p. 641–654, 2017. Disponível em: https://revistas.gel.org.br/estudos-linguisticos/article/view/1642. Acesso em: 8 ago. 2025.
FRANÇOIS, Frédéric. Bakhtin completamente nu. Bakhtiniana. Revista de Estudos do Discurso, v. 9, p. Port. 47–172 / Eng. 49, 2014. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/bakhtiniana/article/view/19739. Acesso em: 8 ago. 2025.
HEGEL, Georg W F. Curso de Estética: o belo na arte. Trad. Orlando Vitorino e Álvaro Ribeiro. São Paulo: Martins Fontes, 1996.
HEGEL, Georg W F. Enciclopedia de las ciencias filosóficas. Madrid: Alianza Editorial, 2005.
HEGEL, Georg W F. Fenomenologia do Espírito. Trad. Paulo Menezes e José Nogueira Machado, Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2003.
HEGEL, Georg W. F. Filosofia do Direito. Porto Alegre: Editora Fundação Fênix, 2021.
HOULGATE, Stephen. The Opening of Hegel’s Logic: from Being to Infinity. West Fafayette: Purdue University Press, 2006.
HUMBOLDT, Wilhelm V. Sobre pensamento e linguagem. Trad. Antonio Ianni Segatto. Revista Trans/form/Ação, v. 1, n. 32, 2009. Disponível em: https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/1002/903. Acesso em: 26 dez. 2025.
MEDICI, Rita. Gramsci e o Estado: para uma releitura do problema. Revista de Sociologia e Política, n. 29, p. 31–43, 2007. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rsocp/a/ZFdH6m4yzTgJkhqfYsv9DXt/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 26 dez. 2025.
MILANI, Sebastião. As ideias linguísticas de Wilhelm Von Humboldt. 1994. 179 f. Dissertação (Mestrado em Linguística) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 1994, p. 126. Disponível em: https://repositorio.usp.br/item/000718409. Acesso em: 8 ago. 2025.
MIOTELLO, Valdemir. Ideologia. In: BRAIT, Beth. (org.). Bakhtin: conceitos-chave. São Paulo: Editora Contexto, 2005.
ORTEGA Y GASSET, José. O homem e a gente. Trad. J. Carlos Lisboa. Rio de Janeiro: Ibero-Americano, 1973.
SALGADO, Joaquim. C. El Estado Ético y el Estado Poiético. Astrolabio: Revista Internacional de Filosofía, Barcelona, v. 1, n. 30, p. 1–18, 2025. Disponível em: https://revistes.ub.edu/index.php/astrolabio/article/view/e50812. Acesso em: 5 ago. 2025.
VOLOCHINOV, Valentin. (Círculo de Bakhtin) Marxismo e filosofia da linguagem: problemas fundamentais do método sociológico na ciência da linguagem. Trad, notas e glossário. Sheila Grillo e Ekaterina V. Américo. São Paulo: Editora 34, 2017.
ZAVALA, Iris. O que estava presente desde a origem. In: BRAIT, Beth (org.). Bakhtin, dialogismo e polifonia. São Paulo: Editora Contexto, 2009.
Downloads
Published
Issue
Section
License
Copyright (c) 2025 Anna Júlia Camargos Pennisi

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
1. Os conteúdos dos trabalhos são de exclusiva responsabilidade de seu autor.
2. É permitida a reprodução total ou parcial dos trabalhos publicados na Revista, desde que citada a fonte.
3. Ao submeterem seus trabalhos à Revista os autores certificam que os mesmos são de autoria própria e inéditos (não publicados em qualquer meio digital ou impresso).
4. Os direitos autorais dos artigos publicados na Revista são do autor, com direitos de primeira publicação reservados para este periódico.
5. Para fins de divulgação, a Revista poderá replicar os trabalhos publicados nesta revista em outros meios de comunicação como, por exemplo, redes sociais (Facebook, Academia.Edu, etc).
6. A Revista é de acesso público, portanto, os autores que submetem trabalhos concordam que os mesmos são de uso gratuito.
7. Constatando qualquer ilegalidade, fraude, ou outra atitude que coloque em dúvida a lisura da publicação, em especial a prática de plágio, o trabalho estará automaticamente rejeitado.
8. Caso o trabalho já tenha sido publicado, será imediatamente retirado da base da revista, sendo proibida sua posterior citação vinculada a ela e, no número seguinte em que ocorreu a publicação, será comunicado o cancelamento da referida publicação. Em caso de deflagração do procedimento para a retratação do trabalho, os autores serão previamente informados, sendo-lhe garantido o direito à ampla defesa.
9. Os dados pessoais fornecidos pelos autores serão utilizados exclusivamente para os serviços prestados por essa publicação, não sendo disponibilizados para outras finalidades ou a terceiros.
