The State as archive
memory, bureaucracy, and the power to name
DOI:
https://doi.org/10.35699/2525-8036.2025.62403Keywords:
State Archive, Coloniality, Epistemic JusticeAbstract
This article examines the modern state as an epistemological technology of archiving, showing how bureaucratic practices and documentary devices operate exclusionary classifications that silence historically marginalized subjects. Based on a theoretical, documentary, and critical approach—drawing on Derrida, Foucault, Stoler, and Santos—the study analyzes four dimensions: the archive as a power technology, bureaucracy as an architecture of invisibility, the persistence of the colonial archive, and the insurgency of popular counter-archives. Findings reveal that state recognition relies on a forced legibility, producing naturalized epistemic exclusions. The article concludes by emphasizing the urgency of decolonizing archiving infrastructures and valuing insurgent memory practices and cognitive justice.
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