Crisis democrática, pero depende de los ojos de quien la mire
las teorías minimalistas de la democracia y el diagnóstico de la crisis de la democracia brasileña
DOI:
https://doi.org/10.35699/2525-8036.2026.58695Palabras clave:
Democracia, Teorías minimalistas, Crisis democrática brasileñaResumen
El texto de Adam Przeworski Crises of Democracy (2020) se destaca por estar firmado por un autor históricamente vinculado al proyecto normativo de una democracia minimalista. Desde la década de 1990, Przeworski ha defendido una concepción de democracia basada en criterios mínimos, fuertemente influenciada por Joseph Schumpeter, quien ya había formulado una teoría democrática asentada en supuestos epistémicos escépticos respecto al votante medio y al papel de las masas en la legitimación del régimen. Ambos enfoques integran la lógica capitalista al funcionamiento democrático, partiendo de la desconfianza hacia las capacidades políticas de la ciudadanía. En su obra más reciente, Przeworski retoma estos fundamentos minimalistas, argumentando que la inestabilidad democrática puede detectarse por la ausencia de criterios básicos que definen la democracia, como elecciones libres y competitivas. No obstante, surge una cuestión crucial: ¿son suficientes los criterios mínimos para interpretar los complejos procesos de crisis democrática? Este artículo realiza una revisión teórico-conceptual, mediante el método deductivo, de las principales obras de Przeworski (1999; 2020) y Schumpeter (1961), analizando cómo dichas teorías explican las crisis democráticas. Con base en la comparación entre la literatura internacional y el debate brasileño, se investiga la suficiencia de estos referentes para interpretar realidades políticas complejas, como la brasileña. La hipótesis central sostiene que, si bien las teorías minimalistas ofrecen instrumentos útiles para identificar rápidamente disfunciones institucionales, pueden resultar limitadas para captar formas más sutiles y profundas de crisis democrática, como lo evidencia el caso brasileño bajo el bolsonarismo y a la luz de los enfoques procesuales de la democracia de Tilly (2013) y Dahl (2022).
Descargas
Referencias
ABRANCHES, Sérgio. Presidencialismo de coalizão: raízes e evolução do modelo político brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2018
ABRUCIO, Fernando Luiz; GRIN, Eduardo José; FRANZESE, Cibele; SEGATTO, Catarina Ianni; COUTO, Claúdio Gonçalves. Combate à COVID-19 sob o federalismo bolsonarista: um caso de descoordenação intergovernamental. Revista de Administração Pública, v. 54, p. 663–677, 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rap/a/bpdbc9zSGCKZK55L3ChjVqJ/. Acesso em: 29 jul. 2024.
ABRUCIO, Fernando Luiz. Bolsonarismo e Educação: quando a meta é desconstruir uma política pública. In: AVRITZER, Leonardo; KERCHE, Fábio; MARONA, Marjorie. (Org.). Governo Bolsonaro: Retrocesso Democrático e Degradação Política. Belo Horizonte: Autêntica, 2021, p. 255-270.
ARANTES, Rogério Bastos; COUTO, Claudio Gonçalves. 1988-2018: trinta anos de constitucionalização permanente. In: MENEZES FILHO, Naércio; SOUSA, Andre Portela (org.). A Carta: para entender a Constituição brasileira. 1. ed. São Paulo: Todavia, 2019, p. 13-52.
ARANTES, Rogério Bastos. STF e Constituição policy-oriented. Suprema: revista de estudos constitucionais, Brasília, v. 1, n. 1, p. 299-342, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.53798/suprema.2021.v1.n1.a26. Acesso em: 01 fev. 2026.
ARGUELHES, Diego Werneck. O Supremo: entre direito e a política. Rio de Janeiro: História Real, 2023.
AVRITZER, Leonardo. O pêndulo da democracia. São Paulo: Todavia, 2019.
BRITO, Adriane Sanctis; MENDES, Conrado Hübner; SALES, Fernando Romani; AMARAL, Mariana Celano de Souza; BARRETO, Marina Slhessarenko. O caminho da autocracia: estratégias atuais de erosão democrática. São Paulo: Tinta-da-China Brasil, 2023.
CASTELLS, Manuel. Ruptura. A crise da democracia liberal. Trad. Joana Angélica d’Avila Melo. Rio de Janeiro: Zahar, 2018.
COUTO, Claudio Gonçalves. Do governo-movimento ao pacto militar-fisiológico. In: AVRITZER, Leonardo; KERCHE, Fábio; MARONA, Marjorie. (Org.). Governo Bolsonaro: Retrocesso Democrático e Degradação Política. Belo Horizonte: Autêntica, 2021, p. 255-270.
COUTO, Claudio Gonçalves. O Brasil de Bolsonaro: uma democracia sob estresse. Cadernos Gestão Pública e Cidadania, v. 28, p. 1-13, 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/cgpc/a/XncJc9VKCjpDS9mHjSst7YD/abstract/?lang=pt. Acesso em: 20 jul. 2024.
DAHL, Robert. Poliarquia: Participação e Oposição. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2022.
ERCAN, Selen A.; GAGNON, Jean-Paul. The crisis of democracy: Which crisis? Which democracy?. Democratic Theory, v. 1, n. 2, p. 1-10, 2014. Disponível em: https://www.berghahnjournals.com/view/journals/democratic-theory/1/2/dt010201.pdf. Acesso em: 29 jul. 2024.
GAMA NETO, Ricardo Borges. Minimalismo schumpeteriano, teoria econômica da democracia e escolha racional. Revista de Sociologia e Política, v. 19, n. 38, p. 27–42, 2011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rsocp/a/PmjtqS9ZfnGyshvYcVLZpKM/. Acesso em: 29 jul. 2024.
HUQ, Aziz; GINSBURG, Tom. How to lose a constitutional democracy. UCLA L. Rev., v. 65, p. 78-169, 2018. Disponível em: https://www.uclalawreview.org/lose-constitutional-democracy/. Acesso em: 29 jul. 2024.
LACERDA, Marina Basso. O novo conservadorismo brasileiro: de Reagan a Bolsonaro. Porto Alegre: Editora Zouk, 2019.
LANDAU, David. Abusive Constitutionalism. University of California at Davis Law Review, v. 47, p. 191-259, 2013. Disponível em: https://lawreview.law.ucdavis.edu/sites/g/files/dgvnsk15026/files/media/documents/47-1_Landau.pdf. Acesso em: 01 fev. 2026.
LEVITSKY, Steven; ZIBLATT, Daniel. Como as democracias morrem?. Rio de Janeiro: Zahar, 2018.
LYNCH, Christian Edward Cyril; CASSIMIRO, Paulo Henrique. O Populismo Reacionário: ascensão e legado do bolsonarismo. São Paulo: Editora Contracorrente, 2022.
MAUÉS, Antonio Gomes Moreira. O desenho constitucional da desigualdade. São Paulo: Tirant lo Blanch, 2023.
MEYER, Emílio Peluso Neder. Constitutional Erosion in Brazil. Oxford/New York: Hart, 2021.
MIGUEL, Luís Felipe. Democracia na periferia capitalista: Impasses do Brasil. Belo Horizonte: Autêntica, 2022.
MOUNK, Yascha. O povo contra a democracia: Por que nossa liberdade corre perigo e como salvá-la. Trad. Cássio de Arantes Leite e Debora Landsberg. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
NOBRE, Marcos. Imobilismo em movimento: da abertura democrática ao governo Dilma. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
NOBRE, Marcos. Limites da democracia: de junho de 2013 ao Governo Bolsonaro. São Paulo: Todavia, 2022.
NOS EUA, Barroso diz que Brasil chegou 'muito perto do impensável'" Migalhas, São Paulo, 7 abr. 2024. Disponível em: https://www.migalhas.com.br/quentes/404982/nos-eua-barroso-diz-que-brasil-chegou-muito-perto-do-impensavel. Acesso em: 29 de jul. 2024.
PATEMAN, Carole. Participação e teoria democrática. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.
PRZEWORSKI, Adam. Crises da democracia. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
PRZEWORSKI, Adam. Minimalist conception of democracy: a defense. In: SHAPIRO, Ian; HACKER-CORDÓN, Cassiano. Democracy’s values. Cambridge: Cambridge University Press, 1999.
RANCIÈRE, Jacques. O ódio à democracia. Trad. Mariana Echalar. São Paulo: Boitempo Editorial, 2014.
RUNCIMAN, David. Como a democracia chega ao fim. São Paulo: Todavia, 2018.
SANTOS, Wanderley Guilherme dos. A democracia impedida: O Brasil no século XXI. São Paulo: FGV Editora, 2017.
SCHEDLER, Andreas. The politics of uncertainty: Sustaining and subverting electoral authoritarianism. Oxford: Oxford University Press, 2013.
SCHUMPETER, Joseph A. Capitalismo, socialismo e democracia. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1961.
SINGER, André. O lulismo em crise: um quebra-cabeça do período Dilma (2011-2016). São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
SINGER, André, ARAUJO, Cicero, RUGITSKY, Fernando. Introdução: O Brasil na vanguarda do inferno global. In: SINGER, André, ARAUJO, Cicero, RUGITSKY, Fernando (org.). O Brasil no Inferno Global: capitalismo e democracia fora dos trilhos. São Paulo: FFCLH/USP: 2022.
SNYDER, Timothy. Na contramão da liberdade: A guinada autoritária nas democracias contemporâneas. Trad. Berilo Vargas. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
STREECK, Wolfgang. Tempo comprado: a crise adiada do capitalismo democrático. São Paulo: Boitempo, 2018.
TILLY, Charles. Democracia. Rio de Janeiro: Vozes. 2013.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Gabriela Sena dos Santos , Gabriel Alberto Souza de Moraes

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
1. Os conteúdos dos trabalhos são de exclusiva responsabilidade de seu autor.
2. É permitida a reprodução total ou parcial dos trabalhos publicados na Revista, desde que citada a fonte.
3. Ao submeterem seus trabalhos à Revista os autores certificam que os mesmos são de autoria própria e inéditos (não publicados em qualquer meio digital ou impresso).
4. Os direitos autorais dos artigos publicados na Revista são do autor, com direitos de primeira publicação reservados para este periódico.
5. Para fins de divulgação, a Revista poderá replicar os trabalhos publicados nesta revista em outros meios de comunicação como, por exemplo, redes sociais (Facebook, Academia.Edu, etc).
6. A Revista é de acesso público, portanto, os autores que submetem trabalhos concordam que os mesmos são de uso gratuito.
7. Constatando qualquer ilegalidade, fraude, ou outra atitude que coloque em dúvida a lisura da publicação, em especial a prática de plágio, o trabalho estará automaticamente rejeitado.
8. Caso o trabalho já tenha sido publicado, será imediatamente retirado da base da revista, sendo proibida sua posterior citação vinculada a ela e, no número seguinte em que ocorreu a publicação, será comunicado o cancelamento da referida publicação. Em caso de deflagração do procedimento para a retratação do trabalho, os autores serão previamente informados, sendo-lhe garantido o direito à ampla defesa.
9. Os dados pessoais fornecidos pelos autores serão utilizados exclusivamente para os serviços prestados por essa publicação, não sendo disponibilizados para outras finalidades ou a terceiros.
