Libertad, igualdad y estabilidad democrática

una crítica rawlsiana a la supuesta incompatibilidad de la igualdad con los valores de la libertad y la eficiência

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.35699/2525-8036.2025.58865

Palabras clave:

Democracia, Eficiencia, John Rawls, Justicia como equidad, Igualdad, Libertad

Resumen

Este artículo examina los supuestos trade-offs entre igualdad frente a libertad y eficiencia, a la luz de la teoría de la justicia como equidad de John Rawls. Se argumenta que, lejos de ser valores en competencia, libertad e igualdad son interdependientes: mientras que la igualdad sin libertad implica opresión, la libertad sin igualdad es una mera formalidad. La teoría rawlsiana establece la prioridad de las libertades básicas, pero las vincula a un imperativo de igualdad sustantiva que asegura su valor equitativo. A continuación, se analiza el argumento de la arbitrariedad moral, que rechaza la justificación de desigualdades basadas en circunstancias sociales o naturales contingentes. A partir de ello, el artículo presenta tres razones normativas para la regulación de las desigualdades económicas y sociales: la satisfacción de las necesidades básicas, la prevención de la dominación política mediante la captura del dinero y la protección de las bases sociales del autorrespeto. También se muestra cómo la desigualdad compromete la democracia, al concentrar recursos políticos y erosionar la igualdad de influencia en las decisiones colectivas. Por último, se refuta el supuesto trade-off entre igualdad y eficiencia, argumentando que: (1) la tesis de que las políticas igualitarias comprometen la eficiencia carece de fundamento empírico; y (2) incluso si tal tesis se comprobara empíricamente, la justicia como equidad incorpora el valor de la eficiencia y lo integra en su concepción de igualdad, eliminando así la tensión entre ambos valores. Se concluye que la justicia como equidad disuelve estas falsas oposiciones e integra libertad, igualdad y eficiencia en un modelo normativo coherente de cooperación social entre ciudadanos libres e iguales. Sobre esta base, el trabajo adopta un enfoque teórico y normativo basado en el análisis conceptual y la reconstrucción argumentativa.

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Biografía del autor/a

  • Ulysses Ferraz de Camargo Filho, Universidade Estadual do Rio de Janeiro

    Doutor em Filosofia pelo Programa de Pós-Graduação em Lógica e Metafísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGLM-UFRJ), Brasil, e doutorando em Ciência Política pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ), Brasil. Bolsista Nota 10 da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), Brasil, e pesquisador do Núcleo de Teoria Política e Instituições (NUTEPI/IESP-UERJ), Brasil. ORCID: https://orcid.org/0009-0004-9723-6518. Contato: ferraz.ulysses@gmail.com. 

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Publicado

30-12-2025

Cómo citar

CAMARGO FILHO, Ulysses Ferraz de. Libertad, igualdad y estabilidad democrática: una crítica rawlsiana a la supuesta incompatibilidad de la igualdad con los valores de la libertad y la eficiência. Revista de Ciências do Estado, Belo Horizonte, v. 10, n. 2, p. 1–27, 2025. DOI: 10.35699/2525-8036.2025.58865. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revice/article/view/e58865. Acesso em: 13 jan. 2026.