El Estado entre el agotamiento de sentido y la modernidad constitucional
envejecimiento, movimiento y autonomía conceptual
DOI:
https://doi.org/10.35699/2525-8036.2026.65325Palabras clave:
Estado, Agotamiento de sentido, Modernidad constitucional, Historia de los conceptos, Autonomía conceptualResumen
El presente trabajo investiga la transformación de la idea de Estado en el marco de la modernidad constitucional a partir de la perspectiva de la historia de los conceptos, con especial atención a los procesos de envejecimiento semántico y reocupación conceptual. Se parte de la hipótesis de que el Estado, aunque permanezca como estructura central de organización del poder, ya no es capaz de sostener, en clave autorreferencial, los fundamentos de su propia legitimidad, quedando sometido a una dinámica de desplazamiento que lo reinscribe en estructuras normativas y narrativas que lo exceden. En este contexto, la Constitución es comprendida no como un mero texto jurídico o conjunto normativo, sino como una estructura narrativa de producción de sentido, encargada de configurar los horizontes de inteligibilidad de lo político y de estabilizar expectativas de legitimidad. El análisis evidencia que la historicidad conceptual no se presenta como una evolución lineal, sino como un campo de tensión entre permanencia y transformación, en el cual los conceptos fundamentales sobreviven mediante procesos continuos de resignificación. Desde esta perspectiva, se examinan dos dimensiones centrales de relativización de la soberanía —la intergeneracionalidad y la internacionalización—, demostrando cómo ambas tensionan la posibilidad de autoatribución de los sentidos del Estado y reconfiguran la dinámica de la legitimidad democrática. Se concluye que la autonomía del Estado ya no puede ser entendida como autosuficiencia, sino como una capacidad de reinscripción narrativa en el interior de la gramática constitucional, orientada a mantener abierta la disputa por los sentidos del poder en un escenario marcado por la pluralización de las instancias del interesse.
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