Classe marginal e sofrimento socioambiental em Lomas de Zamora, Grande Buenos Aires
DOI:
https://doi.org/10.35699/2525-8036.2026.67108Parole chiave:
Regime de acumulação integral, Lumpemproletarização, Capitalismo neoliberal subordinado, Zonas de sofrimento socio-ambientalAbstract
O estudo concentra-se em analisar o sofrimento socioambiental em bairros pobres e villas (favelas) situadas no município (partido) de Lomas de Zamora, na zona sul da Grande Buenos Aires (GBA), Argentina. Trata-se de uma região que surge, nas décadas de 1930/40, como um dos bairros operários do cinturão industrial bonaerense, mas que, após mais de três décadas de regularização neoliberal, transformou-se em um território densamente ocupado pela classe marginal bonaerense, resultado de intensa desindustrialização, desemprego expressivo, subemprego e abandono estatal neoliberal. A precariedade infraestrutural, a permissividade neoliberal com a burguesia (nacional e transnacional) para acumular capital sem proteger o meio ambiente, a inexistência de controle estatal sobre as ações empresariais, elementos próprios de um capitalismo subordinado, convertem determinadas zonas em espaços geradores de profundo sofrimento socioambiental, produzido pela predominância do modo de vida à margem da divisão social do trabalho, em territórios deteriorados, permanentemente expostos a riscos e abandonados pelo Estado (zonas de sofrimento socioambiental), no contexto de vigência de um regime de acumulação capitalista contemporâneo (1990 – atualidade).
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